A agência de classificação de risco Fitch Ratings avalia que o recente anúncio do governo brasileiro sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e outras mudanças tributárias voltadas ao setor financeiro podem elevar os custos de captação e pressionar a lucratividade das fintechs.
Segundo a Fitch, os bancos tradicionais também serão afetados, mas em menor escala, devido à maior diversificação, estrutura de capital e menores custos operacionais.
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As fintechs, que operam com foco em tecnologia e inovação nos serviços financeiros, poderão ter sua carga tributária elevada a níveis próximos aos dos bancos, o que comprometeria sua rentabilidade e capacidade de competir.
A agência destaca que, embora não espere rebaixamento imediato nos ratings dessas empresas, acompanhará os efeitos das medidas anunciadas. O risco principal está na possível perda de competitividade das fintechs e na redução das margens operacionais.
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Pressão sobre crédito e inadimplência
A Fitch considera as novas medidas negativas para o crédito de bancos e instituições financeiras não bancárias, como as que atuam nos segmentos de hipotecas e agronegócio.
Apesar disso, os bancos devem sofrer impactos mais brandos. De acordo com a agência, a tendência é que tanto bancos quanto fintechs repassem o aumento de custos aos clientes. Isso pode levar a um aumento da inadimplência no médio e longo prazos.
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Incerteza regulatória
Outro ponto de atenção levantado pela Fitch é o agravamento da percepção de incerteza jurídica e regulatória no setor financeiro brasileiro. A agência afirma que isso pode elevar a percepção de risco dos investidores em relação à dívida pública do país.
Como consequência, investidores podem exigir prêmios de risco maiores para comprar títulos emitidos pelo governo brasileiro.











