A Bolsa de Valores brasileira começa a semana pressionada pelo avanço da guerra entre Irã e Israel, mas mostrou resiliência. Na sexta-feira (13), a Bolsa caiu 0,4%, e o dólar permaneceu estável, em R$ 5,54, comportamento considerado positivo diante do cenário internacional.
O Ibovespa continua na faixa dos 137 mil pontos, com ajuda das ações da Petrobras (PETR4), que subiram 2,5% com a disparada de 7% no preço do petróleo — reflexo direto do conflito no Oriente Médio.
A análise sobre o desempenho do Ibovespa, do cenário macroeconômico e muito mais já está disponível no episódio desta segunda-feira (16) do podcast “Café do Mercado”, nas principais plataformas de podcasts, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
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Alta do petróleo reforça manutenção dos juros
A nova escalada do petróleo mudou a percepção sobre a política monetária. A expectativa de parte do mercado por um corte residual de 0,25 ponto percentual na taxa Selic praticamente desapareceu. Agora, o cenário mais provável é a manutenção dos juros em 13,75% ao ano na reunião do Copom marcada para esta quarta-feira (12).
A preocupação é que a alta dos combustíveis provoque pressão inflacionária, exigindo uma postura mais cautelosa do Banco Central.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também anuncia sua decisão nesta semana, com aposta majoritária na manutenção da taxa, mas sob forte atenção à guerra e seus impactos econômicos.
IOF segue no foco de tensão entre governo e Congresso
No cenário político, o decreto que aumentou o IOF sobre operações financeiras deve ser derrubado hoje pela Câmara dos Deputados. A medida do governo desagradou o Congresso, que também está insatisfeito com o não cumprimento de promessas de liberação de emendas parlamentares.
A tensão é maior entre deputados da base nordestina, que pressionam por repasses para cumprir agendas locais nas festas juninas. A crise de articulação ameaça outras votações de interesse do Planalto.











