Nesta semana, o mercado sofreu com uma forte tensão geopolítica, após a troca de mísseis entre Israel e Irã. A possibilidade de escalada do conflito, com o envolvimento de outras potências, aumentou a percepção de risco entre os investidores.
O governo da Rússia alertou os Estados Unidos para que não forneçam armamentos a Israel. Em paralelo, o presidente Donald Trump orientou cidadãos norte-americanos a deixarem Teerã, capital do Irã, enquanto fez um ultimato público exigindo a rendição incondicional do aiatolá, líder supremo iraniano.
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Até o início da semana, havia expectativa no mercado de que os Estados Unidos lançassem um ataque ao Irã já no fim de semana, o que acentuou o movimento de aversão ao risco. No entanto, Trump declarou que a decisão sobre uma eventual intervenção direta dos EUA será tomada em até duas semanas.
Nesta sexta-feira (20), o Monitor do Mercado traz mais uma edição do quadro “Semana em 5 Minutos”, resumo semanal direto e sem enrolação assinado por Gil Carneiro.
“Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira” — Ronald Reagan.
No Brasil, o cenário político também gerou instabilidade. A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que revoga o decreto do governo federal que havia elevado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Foram 346 votos a favor e 97 contra.
O IOF é um tributo cobrado em operações financeiras, como empréstimos, câmbio e investimentos. A revogação do aumento representa um revés na tentativa do governo de ampliar a arrecadação.
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O projeto ainda precisa ser votado em definitivo nas próximas duas semanas, mas o clima entre os parlamentares é desfavorável ao governo.
A votação ocorre em meio a atrasos na liberação de emendas parlamentares. Até agora, o Executivo empenhou menos de 2% dos R$ 50 bilhões prometidos para 2025, e pagou apenas R$ 5,1 milhões — o equivalente a 0,01% do total.
Na tentativa de reverter o desgaste com o Congresso, o governo acelerou a liberação dos recursos. Apenas nesta semana, os valores empenhados saltaram de R$ 94 milhões para R$ 776 milhões. A medida, no entanto, foi considerada tardia por interlocutores no Legislativo.











