O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (25) com queda de 1,02%, aos 135.767,29 pontos — no menor nível de fechamento desde 9 de junho. O volume financeiro negociado foi de R$ 19,1 bilhões.
A queda foi influenciada pela decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de incluir na pauta do dia projetos com impacto relevante nas contas públicas. Segundo analistas, a votação levanta preocupações sobre o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal.
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Entre eles, estão o que revoga alterações no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o que isenta do IR (Imposto de Renda) quem ganha até dois salários mínimos.
Na semana, a Bolsa acumula baixa de 0,98% e, no mês, recuo de 0,92%. No ano, a alta ainda é de 12,87%.
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Destaques do Ibovespa
A Petrobras concluiu a captação de R$ 3 bilhões em debêntures incentivadas, com demanda de R$ 5,4 bilhões — 1,8 vez o volume ofertado. A emissão foi dividida em três séries, com vencimentos de até 20 anos. Apesar disso, as ações ordinárias (ON) recuaram 0,59%, enquanto as preferenciais, 0,51%.
No setor bancário, o destaque negativo ficou com o Itaú (PN) caiu 1,80%. A Vale, ação de maior peso no Ibovespa, recuou 0,12%.
Entre as maiores altas do dia, ficaram Vamos (+3,48%), RD Saúde (+3,26%), Raízen (+1,83%). Por outro lado, Hapvida (-5,52%), CSN (-4,98%) e Braskem (-4,76%) tiveram piores desempenhos da sessão.
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Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Exterior também pesa
No cenário internacional, o apetite por risco também foi afetado pela reunião da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na qual os países-membros assumiram o compromisso de ampliar os gastos com defesa.
A medida representa pressão adicional sobre a situação fiscal dos países europeus, que já enfrentam desequilíbrios após a guerra na Ucrânia.
Nos Estados Unidos, a dívida pública ultrapassa 100% do PIB, o que também gera atenção dos investidores.












