A semana foi marcada pelos ataques dos Estados Unidos ao complexo nuclear iraniano de Fordow, Irã e Israel concordaram com um cessar-fogo. A notícia reduziu os temores de uma escalada no conflito do Oriente Médio, o que trouxe alívio ao mercado financeiro.
O petróleo recuou 11,8%, encerrando a semana cotado a US$ 66,78 por barril. Já o ouro caiu 2,8%, refletindo a menor aversão ao risco. Ainda assim, o metal acumula alta de 24,8% no ano.
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Nesta sexta-feira (27), o Monitor do Mercado traz mais uma edição do quadro “Semana em 5 Minutos”, resumo semanal direto e sem enrolação assinado por Gil Carneiro.
“Há três tipos de governo: o que faz acontecer, o que assiste acontecer e o que nem sabe o que acontece” — George Santayana.
Nos Estados Unidos, o PIB do primeiro trimestre caiu 0,5%, pior que a estimativa de retração de 0,2%. Em contraste, o índice PCE — principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve — subiu 0,1% em maio e acumula alta de 2,3% em 12 meses. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2%.
O presidente do Fed, Jerome Powell, adotou discurso mais brando ao prestar esclarecimentos ao Congresso, o que reforçou apostas em um possível corte de juros ainda em 2025.
Acordo com a China impulsiona mercado
Outro destaque foi o anúncio de um acordo comercial entre EUA e China, ainda sem detalhes. A China se comprometeu a exportar Terras Raras, enquanto os EUA flexibilizarão regras de exportação de tecnologia e concessão de vistos.
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O S&P 500 subiu 3,2% na semana, aproximando-se de sua máxima histórica (6.184 pontos). Bolsas na Europa e na China também reagiram com otimismo.
Congresso derruba decreto do IOF
No Brasil, o Congresso Nacional derrubou o decreto presidencial que alterava regras do IOF. A votação foi expressiva: 383 votos favoráveis e 98 contrários, com rápida confirmação no Senado. Foi a primeira derrubada de decreto presidencial desde 1992.
A medida dificulta o avanço de reformas fiscais. Com isso, o governo avalia alternativas: aumento de impostos (com baixa chance de aprovação), cortes de gastos (resistência do Executivo) ou judicialização no STF — o que pode gerar desgaste político.
Copom endurece o tom e adia corte de juros
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (24), afastou a possibilidade de corte na taxa Selic antes das eleições. A expectativa de início do ciclo de cortes foi postergada para 2026.
Apesar disso, os dados de inflação surpreenderam positivamente: o IPCA-15 de junho desacelerou e veio abaixo das expectativas. O IGP-M registrou deflação de 1,67%, acima da estimativa de -1,02%.
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Fiscal: arrecadação cresce, mas gasto pressiona
A arrecadação federal subiu 7,6% em maio em termos reais e acumula alta de 4% no ano. Ainda assim, os gastos, especialmente com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pressionam as contas públicas. O gasto com o BPC já soma R$ 52,3 bilhões em 2025 — alta real de 10,6% em relação a 2024.
Em maio, o déficit primário foi de R$ 40,6 bilhões, frente aos R$ 60,4 bilhões do mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, há superávit de R$ 32,2 bilhões, graças à postergação de pagamentos de precatórios.
Para cumprir a meta fiscal de 2025, o governo precisa encerrar o ano com déficit de até R$ 30,9 bilhões, limite inferior do novo arcabouço fiscal.
Mercado: leve queda da Bolsa e alívio nos juros
O Ibovespa recuou 0,2% na semana. O IFIX subiu 0,6%. O dólar caiu 0,5%, fechando a R$ 5,48.
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No mercado de juros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu 10 pontos-base, para 14,18%, influenciado pelos dados benignos de inflação.
O índice DXY, que mede o dólar frente a outras moedas, caiu 1,4% na semana e acumula queda de 10,2% no ano, com o mercado atento ao desequilíbrio fiscal dos EUA.











