A indústria brasileira registrou nova contração em junho, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira (1º) pela S&P Global. O indicador recuou para 48,3 pontos, ante 49,4 em maio, afastando-se ainda mais da linha de 50 pontos, que separa crescimento de retração.
Esse é o pior resultado mensal desde julho de 2023 e leva a indústria ao desempenho trimestral mais fraco desde o quarto trimestre de 2023.
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Queda nas exportações e retração nas vendas
A retração foi puxada por forte queda nas encomendas externas. As novas encomendas de exportação tiveram a maior contração desde o início de 2023, com destaque negativo para a redução na demanda vinda das Américas do Norte e do Sul.
A queda nos pedidos de exportação influenciou diretamente a queda nas vendas totais, que sofreram seu recuo mais acentuado em 18 meses. Já a produção industrial caiu pelo segundo mês seguido, com intensidade não vista desde 2022, segundo os entrevistados.
Cortes de empregos e pressão de custos na indústria
Com o ambiente mais fraco, as indústrias passaram a cortar postos de trabalho — a primeira redução no emprego em quase dois anos. A justificativa das empresas foi a ausência de novos negócios e o desaquecimento da demanda.
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A pesquisa também apontou leve aceleração nos custos de produção. Entre os principais fatores de pressão estão os preços de componentes eletrônicos, alimentos e metais. Mesmo com esse cenário, os reajustes de preços ao consumidor foram moderados.
Apesar da deterioração no curto prazo, as empresas demonstraram otimismo com o futuro. A expectativa de melhora na demanda e a perspectiva de cortes na taxa básica de juros contribuíram para que o índice de confiança atingisse seu maior nível em 14 meses.











