O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que a economia do país enfrenta um golpe, em “certa medida”, pior do que o início da pandemia, e a China precisa reduzir sua taxa de desemprego.
A fala do primeiro-ministro chinês aconteceu nesta quarta-feira (25), após uma reunião com autoridades locais, empresas estatais e financeiras para discutir como estabilizar a economia.
Segundo a mídia estatal, o primeiro-ministro pediu às autoridades que se certifiquem de que a taxa de desemprego caia e que a economia “opere em uma faixa razoável” no segundo trimestre deste ano, informou o Valor Econômico em reportagem.
“Os indicadores econômicos na China caíram significativamente e as dificuldades em alguns aspectos, e até certo ponto, são maiores do que quando a epidemia nos atingiu severamente em 2020”, disse Keqiang.
O encontro faz parte de uma série de reuniões para combater os impactos da covid-19 na China, que implementa uma política de “Covid Zero ”.
O aumento na quantidade de casos desde março e a implementação de um lockdown no país estão ameaçando a expectativa de crescimento econômico – que é de 5,5% no ano.
Segundo pesquisa da Bloomberg, o crescimento chinês ficará restrito ao valor de 4,5%, caso seja mantida a política de “Covid Zero”.
Na segunda-feira (23), o Conselho de Estado, em apoio as empresas que lidam com os bloqueios, formulou 33 medidas como descontos em impostos, empréstimos do seguro social e financiamentos para as empresas de construção dos setores de aviação e ferrovia.
Também houve a instrução para governos locais gastarem, até agosto, a maior parte dos rendimentos de títulos especiais (usados principalmente para infraestrutura).
Dessa maneira, com investimentos nos setores de infraestrutura e construção, o governo chinês tenta fomentar a criar empregos para o país.
Imagem: www.kremlin.ru / Wikimedia Commons











