O episódio do podcast “Fechamento do Mercado” de hoje já está no ar, nas principais plataformas de podcasts. Nesta quinta-feira (17), o mercado financeiro brasileiro teve um dia de pouca movimentação, com o Ibovespa encerrando praticamente estável e o dólar recuando, apesar das tensões no cenário internacional e dos efeitos internos da alta do IOF.
As atenções seguem voltadas para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou em entrevista que pretende impor uma tarifa única para cerca de 150 países, com alíquotas entre 10% e 15%.
Segundo Trump, essa medida deve ser anunciada em breve e tem potencial para intensificar as tensões comerciais globais. O mercado também monitora rumores de possíveis acordos entre os EUA e a União Europeia, além de negociações com a China.
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Com relação ao Brasil, investidores acompanham os desdobramentos da carta enviada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, questionando as tarifas impostas por Trump.
Não houve retaliação por parte do Brasil até o momento, mas há expectativa sobre os efeitos de uma investigação norte-americana sobre práticas comerciais brasileiras. Caso a investigação evolua, novas tarifas podem ser implementadas, com impacto direto sobre exportadores brasileiros.
IOF confirmado pelo STF e tensão política local
No cenário doméstico, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional o decreto presidencial que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O IOF afeta diretamente operações de crédito, câmbio e seguros.
O mercado reagiu inicialmente com estresse: o dólar subiu, os juros futuros avançaram e o Ibovespa recuou. Contudo, ao longo do dia, os ativos financeiros se recuperaram.
A tensão política também teve reflexos nos mercados. O presidente Lula vetou o projeto que aumentaria o número de deputados na Câmara, o que levou ao esvaziamento do Senado e ao adiamento da votação da PEC dos Precatórios. O episódio evidencia um atrito entre o Executivo e o Congresso, agora com respaldo do Judiciário.
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Dólar cai e bolsa fecha perto da estabilidade
Apesar da pressão inicial, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,54. A valorização do real se insere em um movimento global de fortalecimento de moedas emergentes frente ao dólar, e não necessariamente por fatores internos.
O Ibovespa terminou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,04%, aos 135.500 pontos.
Nos Estados Unidos, os índices acionários fecharam em alta:
- Dow Jones: +0,52%
- S&P 500: +0,54%
- Nasdaq: +0,74%











