O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, iniciou a semana em alta de 0,6%, fechando nos 134 mil pontos nesta segunda-feira (21), impulsionado pelas declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que indicou que o Brasil não pretende retaliar comercialmente os Estados Unidos diante do impasse tarifário.
A análise sobre o desempenho da Bolsa, do cenário macroeconômico e muito mais já está disponível no episódio desta segunda-feira (21) do podcast “Café do Mercado”, nas principais plataformas de podcasts, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
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Trégua tarifária ameniza temor inflacionário
A sinalização do governo brasileiro evitou uma escalada nas tensões comerciais com os EUA. Para Rocco, eventuais retaliações, como o aumento de tarifas sobre produtos americanos, poderiam elevar os preços internos e pressionar a inflação — um cenário delicado diante dos juros ainda elevados no Brasil.
O ministro Haddad mencionou alternativas como quebra de patentes, que, segundo Rocco, têm impacto desinflacionário. A leitura no mercado é que essa abordagem reduz a probabilidade de ações que afetem diretamente os preços.
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Mercado externo apoia desempenho da Bolsa
No exterior, o clima também contribuiu para o avanço da Bolsa. Os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) pararam de subir, e os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram suas máximas históricas, impulsionados pelos resultados corporativos do segundo trimestre.
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Segundo Rocco, as empresas americanas estão superando as expectativas do mercado, o que mantém o apetite por risco elevado.
Tensão comercial persiste com postura dos EUA
Apesar da trégua momentânea, a questão tarifária permanece no radar. O secretário do Tesouro dos EUA, Wally Adeyemo, indicou que o governo americano não tem pressa para rever os acordos com o Brasil antes de 1º de agosto. Para ele, manter tarifas altas pode forçar os países a aceitarem condições mais favoráveis aos EUA.
Rocco destacou que essa estratégia, se mantida, pode ser inflacionária para a própria economia americana, o que vai na contramão da pressão para redução dos juros defendida pelo presidente norte-americano Donald Trump e aliado político do atual secretário.











