O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (22) praticamente estável, com leve recuo de 0,10%, aos 134.035,72 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 18,2 bilhões.
A cautela dos investidores permanece elevada diante do impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, iniciado após declarações do presidente Donald Trump. O governo brasileiro tem evitado respostas diretas e adotado tom conciliador, aumentando a incerteza sobre os próximos passos da negociação.
Além da questão comercial, o ambiente político interno e a expectativa pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos — previstas para a próxima semana — contribuem para o comportamento defensivo dos investidores.
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Na semana, o índice acumula alta de 0,49%. No mês, ainda registra queda de 3,47%. Em 2025, o índice sobe 11,43%.
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Destaques do Ibovespa
A Vale, ação de maior peso no Ibovespa, fechou em alta de 2,59%. Petrobras (ON +1,04%; PN +0,97%) também ajudou a segurar a Bolsa. As ações da mineradora e da petroleira reagiram à valorização das commodities no mercado internacional. O setor bancário operou majoritariamente em queda.
Entre as maiores altas do dia, ficaram CSN (+7,13%) Usiminas (+5,99%), Auren (+4,09%). Por outro lado, Vivara (-3,54%), CPFL (-2,85%) e Natura (-2,77%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
Os papéis ligados ao setor de materiais básicos subiram com base nas expectativas positivas geradas pelo anúncio, no fim de semana, de um grande projeto hidrelétrico na China.
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