O Ibovespa, principal índice da Bolsa, se mantém na faixa dos 134 mil pontos nesta quarta-feira (23), mesmo em meio a tensões políticas, incertezas fiscais e a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.
No último pregão, o Ibovespa escapou de uma queda mais acentuada graças à alta de 3% da Vale (VALE3) e ao avanço de quase 1% da Petrobras (PETR4). Em contrapartida, os bancos e ações como CPFL (CPFE3) e Vivara (VIVA3) pesaram negativamente no índice.
A análise sobre o desempenho da Bolsa, do cenário macroeconômico e muito mais já está disponível no novo episódio do podcast “Café do Mercado”, nas principais plataformas de podcasts, e apresentado por Lucas Rocco, CEO da Wiser | BTG Pactual.
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Tensão política e guerra tarifária no foco da Bolsa
Segundo Rocco, o mercado financeiro brasileiro vem “se desviando das balas” disparadas por diferentes frentes: a guerra tarifária com os EUA, as discussões sobre o orçamento público e o cenário político, marcado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Apesar disso, o índice se mantém distante do topo histórico — os 140 mil pontos — mas também não entrou em rota de forte correção. O dólar teve leve alta, de R$ 5,56 para R$ 5,57, com comportamento considerado estável pelo mercado.
Acordo entre EUA e Japão melhora humor dos investidores
A principal notícia do dia vem do exterior: Estados Unidos e Japão chegaram a um acordo tarifário, reduzindo a taxa de 25% para 15%. O anúncio foi bem recebido pelos mercados e contribuiu para a abertura em alta das bolsas norte-americanas. Os futuros do S&P 500 e Nasdaq indicavam ganhos entre 0,2% e 0,5%.
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No mercado de commodities, o petróleo caiu 2%, para US$ 64,90 o barril, após recentemente testar a resistência de US$ 70. A queda ajudou a aliviar pressões inflacionárias.
Governo libera R$ 20 bilhões em despesas
Do lado fiscal, o Ministério da Fazenda anunciou ontem a liberação de R$ 20 bilhões em despesas discricionárias (aquelas que o governo pode adiar ou cortar). Com isso, o bloqueio total cai de R$ 31 bilhões para R$ 10 bilhões.
A medida visa reduzir o déficit primário, que agora pode ficar em 0,2% do PIB, dentro da margem de tolerância da meta fiscal, que prevê déficit zero com variação de até 0,25 ponto percentual. Segundo Rocco, essa folga veio após melhora na arrecadação e antecipação de receitas, como a venda de petróleo.











