O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, retornou à casa dos 135 mil pontos nesta quarta-feira (23), encerrando o pregão em alta de 0,99%, aos 135.368 pontos.
O índice foi motivado principalmente pelo anúncio do acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão com tarifas reduzidas, aumentando o otimismo do mercado internacional de alcançar negociações com Washington nas mesmas condições.
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No mercado internacional, o mercado aguarda pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que deve manter o juro estável na Zona do Euro. Em seguida, a presidente da instituição, Christine Lagarde, concede entrevista.
Outro acontecimento que movimenta os mercados nesta quinta-feira (24) é a visita oficial de Donald Trump ao Federal Reserve (Fed), às 17h. Essa será a primeira ida de um presidente ao Banco Central em quase 20 anos e ocorre em meio à forte campanha pela demissão do presidente Jerome Powell.
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Repercute ainda a crise entre Brasil e os EUA, que atingiu novo patamar após a notícia de que empresas ligadas ao presidente Donald Trump acionaram a Justiça dos EUA nesta quarta-feira para aplicar sanções contra Alexandre de Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a notícia do Estadão, a ação teria sido movida por uma entidade americana sediada na Flórida, a Legal Help 4 You LLC, que solicitou à Justiça o envio dos autos do processo que contesta decisões do ministro por supostas violações de direitos humanos.
O advogado da Rumble, Martin De Lucca, afirmou que a informação seria falsa quanto ao envolvimento da Trump Media, que o documento teria sido protocolado por Rogerio Scotton, um residente da Flórida atuando inteiramente por conta própria.
Mais tarde, Trump publicou uma indireta ao Brasil, ao afirmar que “alguns países com quem não estamos nos dando bem pagarão tarifa de 50%”. O governo brasileiro reclama da ausência de um negociador oficial dos EUA para discutir sobre as tarifas.
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Manchetes desta manhã
- Acordos dos EUA com o Japão avançam, mas negociação com Brasil continua travada (Valor)
- Expectativa de acordo EUA-Europa anima Bolsas; Brasil critica Trump na OMC (O Globo)
- Agro calcula perda de US$ 5,8 bi em vendas aos EUA com tarifaço (Estadão)
- Supremo registra tensão entre ministros e debate sobre cautela em meio a caso Bolsonaro e Trump (Folha)
- Governo já finaliza plano de contingência e tenta acordo com o México (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa avançam otimistas por um acordo comercial entre os EUA e a União Europeia. O blobo, no entanto, prepara um pacote de tarifas retaliatórias de até 30%, caso não consiga chegar a um acordo.
Na agenda dos resultados corporativos, a TotalEnergies relatou uma queda de 23% nos lucros do 2º trimestre e a mineradora global Anglo American registrou baixa de 13% na produção de cobre no 1º semestre.
Na Ásia, o Japão teve mais um dia de alta forte, encerrando o pregão em alta de 1,66%, após fechar um acordo comercial com os Estados Unidos. Os resultados da Alphabet também animaram os pregões da Ásia, impulsionando as ações de tecnologia com a sinalização de demanda robusta alimentada por IA.
Em Nova York, os índices futuros operam sem direção definida após anúncio de visita oficial de Trump ao Fed, em meio às pressões para a demissão de Powell.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro estável
• FTSE 100 +0,9%
• CAC 40 -0,1%
• Nikkei 225 +1,6%
• Hang Seng +0,5%
• Shanghai SE Comp. +0,7%
• MSCI World +0,2%
• MSCI EM +0,2%
• Bitcoin +0,1% a US$ 118131,25
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Commodities
- Petróleo: sobe com estoques americanos sinalizando redução da oferta em cenário de demanda robusta. O brent/set valoriza 1,04%, cotado a US$ 69,22 e o WTI/set avança 1,16%, a US$ 66,01.
- Minério de ferro: fechou em queda de 0,55% em Dalian, na China, cotado a US$ 113,31/ton. Em Singapura, os contratos futuros valorizam 0,62%, cotados a US$ 105,20/ton e o mercado à vista avança 0,15%, cotado a US$ 100,00/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que o país está em negociações comerciais sérias com a União Europeia (EU) e que aplicarão tarifas mais baixas ao bloco.
Trump também disse que está em processo de conclusão de um acordo comercial com a China e que estabeleceria tarifas diretas para a maior parte do resto do mundo.
Em meio à crise entre o governo e o Fed, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse ontem que se reúne regularmente com o presidente da instituição, Jerome Powell, e que vê de um a dois cortes de juros ainda neste ano.
Entre os indicadores econômicos importantes, a S&P Global divulga a leitura preliminar do PMI de julho nos Estados Unidos. Na zona do euro, o PMI industrial subiu para 49,8 em julho.
Na agenda corporativa, a Alphabet registrou alta de 19,4% em seu lucro líquido do segundo trimestre, para US$ 28,19 bilhões. Já a Tesla apresentou queda de 16% na última linha do balanço, para US$ 1,17 bilhão.
Cenário nacional
No Brasil, embora Trump ainda não tenham recuado em relação às tarifas para o Brasil, a percepção do mercado é de que a estratégia comercial do presidente com alguns países, de buscar moderação após subir o tom, deve-se estender ao território nacional também.
O presidente Lula conversou ontem com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre propostas para ampliar o acordo comercial entre os dois países e soluções comuns para as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O Banco Central divulgou na noite desta quarta-feira um vazamento de chaves Pix em razão de acessos indevidos a sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Entre os compromissos do dia, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e os diretores de fiscalização, Ailton de Aquino Santos, e de regulação, Gilneu Vivan, participam da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na agenda local, a Receita Federal divulga os dados da arrecadação federal de junho. O mercado também aguarda a divulgação dos números do segundo trimestre da Multiplan.
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Destaques no mercado corporativo
- iFood: está em negociações avançadas para adquirir a Alelo, empresa de cartões de benefícios controlada por Bradesco e Banco do Brasil. O valor estimado da transação é de cerca de R$ 5 bilhões, segundo o Valor.
- WEG: registrou um luco líquido de R$ 1,59 bilhão no segundo trimestre, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, mas abaixo do esperado pelo mercado.
- BRB e Master: o Banco Central encontrou inconsistências em avaliação de ativos e pediu revisão da operação.
- Sabesp: analisará PPPs e grandes leilões de saneamento previstos para 2025.
- PetroRecôncavo: Citi rebaixou recomendação para neutra e cortou preço-alvo para R$ 15.











