O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta “super quarta” (30) em alta de 0,95%, aos 133.989,74 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 22,7 bilhões.
A alta foi impulsionada pela decisão dos Estados Unidos de incluir uma lista de 694 produtos isentos da tarifa adicional anunciada para produtos brasileiros. Além disso, a Casa Branca anunciou um prazo maior para a sobretaxa entrar em vigor — de sete dias.
O documento assinado pelo presidente Donald Trump também aumentou as tensões entre Brasil e EUA. A Casa Branca classifica o Brasil como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA.
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Assinada por meio de uma ordem executiva baseada na Lei dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977. O governo norte-americano afirma que o governo brasileiro tem adotado ações que violam liberdades civis e os direitos de empresas americanas, além de ameaçar a liberdade de expressão.
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Destaques do Ibovespa
A Petrobras subiu 1,12% (PETR3) e 1,02% (PETR4), acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Já a Vale fechou em queda de 1,79%.
Entre as maiores altas do dia, ficaram Embraer (+10,93%), Pão de Açúcar (+5,80%) e Magazine Luiza (+5,16%). Por outro lado, Engie (-2,39%), RD Saúde (-2,17%) e Bradespar (-1,85%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
A euforia envolvendo a Embraer aconteceu porque 45% das exportações de jatos comerciais têm como destino clientes norte-americanos, além de 70% da produção de jatos executivos. O BTG Pactual estimava que a companhia seria a mais afetada pela nova taxa.
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
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Decisões desta “super quarta”
Durante esta “super quarta”, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 4,25% e 4,50% ao ano. Em coletiva, o presidente do banco norte-americano, Jerome Powell, afirmou que não há nada definido para a próxima reunião.
Após o fechamento do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. A decisão foi unânime.
Com a manutenção, já antecipada pelo Banco Central (BC) na última ata, a taxa interrompeu uma sequência de sete altas consecutivas, a terceira maior da história. Como resultado, a Selic chegou ao seu maior nível desde 2006.











