O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (5) com alta de 0,14%, aos 133.151 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 18,9 bilhões.
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro não trouxe impacto imediato ao mercado, segundo analistas. Apesar disso, o fluxo estrangeiro para a B3 segue favorecido pelo carry trade — estratégia em que investidores buscam lucros com a diferença entre juros no Brasil e no exterior. Com a Selic em 15% ao ano, a atratividade continua alta.
Bruna Centeno, economista da Blue3, alertou, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que a situação política segue como ponto de atenção, pois pode gerar novas tensões comerciais com os EUA.
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A hipótese de retaliações ainda não está descartada, especialmente após a trégua observada na semana passada, quando Washington flexibilizou tarifas e prorrogou prazos.
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Na semana, o índice acumula avanço de 0,54%, enquanto no mês soma 0,06%. Em 2025, a valorização chega a 10,70%.
Destaques do Ibovespa
O movimento positivo teve apoio de Petrobras, cujas ações ordinárias (ON) subiram 0,80% e as preferenciais (PN) avançaram 0,47%, mesmo com queda do petróleo Brent e WTI pelo quarto pregão seguido.
No setor bancário, Itaú (PN) subiu 1,10%, ajudando a sustentar o índice. A Vale fechou no campo neutro, com leve variação negativa de 0,13%.
Entre as maiores altas do dia, ficaram Brava (+5,74%), Hapvida (+4,65%) e Petz (+3,72%). Por outro lado, CSN (-2,82%), Klabin (-2,56%) e Assaí (-2,54%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
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