A Minerva Foods (BEEF3) registrou lucro líquido de R$ 458,3 milhões no segundo trimestre de 2025, resultado 380,2% superior aos R$ 95,4 milhões apurados no mesmo período de 2024. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 22,6%. O balanço foi divulgado na noite desta quarta-feira (6).
O Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — totalizou R$ 1,302 bilhão entre abril e junho, alta de 74,9% na comparação anual e de 35,3% em relação ao primeiro trimestre.
A margem Ebitda, que mostra a eficiência operacional da empresa, ficou em 9,4%, abaixo dos 9,7% registrados no segundo trimestre de 2024, mas acima dos 8,6% do trimestre anterior.
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A receita líquida somou R$ 13,918 bilhões, avanço de 81,6% em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 24,3% frente aos três primeiros meses de 2025. Já a receita bruta alcançou R$ 14,711 bilhões, com alta de 80,2% na base anual e de 23,3% em relação ao trimestre anterior.
Força das exportações
O destaque do trimestre foi o mercado externo, que representou quase 60% da receita bruta da companhia, com R$ 8,832 bilhões. Esse valor foi 76,3% maior do que no segundo trimestre de 2024 e 33,1% superior ao registrado entre janeiro e março.
No mercado interno, a receita bruta foi de R$ 5,879 bilhões, com alta anual de 86,5% e crescimento trimestral de 11%.
Segundo o CEO da companhia, Fernando Queiroz, a retomada da demanda na China e o ciclo pecuário negativo nos Estados Unidos, que reduz a oferta doméstica naquele país, abriram espaço para exportadores da América do Sul ampliarem sua atuação.
Volume de carne vendida cresce 40%
A Minerva comercializou 507,1 mil toneladas de carne bovina no segundo trimestre de 2025, alta de 39,8% em relação ao mesmo período de 2024. Em relação ao primeiro trimestre, o avanço foi de 22,3%.
O número de animais abatidos subiu 35,6% na comparação anual, somando 1,491 milhão, com crescimento de 4,3% ante o primeiro trimestre.
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Endividamento e posição de caixa
A dívida líquida da Minerva fechou o segundo trimestre em R$ 14,165 bilhões, 48% acima do volume registrado um ano antes. No entanto, houve recuo de 9,1% frente ao primeiro trimestre de 2025.
O índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em 3,16 vezes, contra 3,0 vezes um ano antes e 3,7 vezes no trimestre anterior.
A companhia destacou que possui uma posição de caixa de R$ 12,5 bilhões, oferecendo flexibilidade diante de possíveis impactos do cenário geopolítico global.











