O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (11) com leve baixa de 0,21%, aos 135.623 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 17,7 bilhões.
As tensões entre Brasil e Estados Unidos — incluindo o cancelamento da reunião entre o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad — pesaram sobre o índice e aumentaram a volatilidade no mercado.
Apesar da queda, o dia contou com recuo na ponta longa da curva de juros futuros (DI) e a divulgação de um Boletim Focus mais favorável, com previsão de inflação para 2026 revisada para baixo.
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Petróleo e tensões geopolíticas
Os contratos futuros de petróleo subiram em Londres e Nova York, com investidores monitorando a política tarifária dos Estados Unidos e as tensões geopolíticas.
O governo americano prorrogou em 90 dias a trégua comercial com a China, e o presidente Donald Trump deve se reunir na sexta-feira com Vladimir Putin para tratar da guerra na Ucrânia.
Segundo o banco ING, especuladores reduziram apostas de alta para o petróleo Brent, mesmo diante de riscos de fornecimento relacionados a sanções dos EUA sobre a compra de petróleo russo.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras avançaram (ON +0,46%, PN +0,62%) acompanhando a alta do petróleo, mas não foram suficientes para sustentar o índice no campo positivo. Vale caiu 0,11%, mesmo com valorização do minério na China.
Entre as maiores altas do dia ficaram Natura (+5,86%), Eletrobras (+1,92%; +1,95%) e TIM (+1,16%). Por outro lado, Braskem (-7,76%), Azzas (-5,79%) e Vamos (-4,35%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
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Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Perspectivas para a semana
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que a política monetária brasileira responde a uma “segunda derivada” dos eventos globais, como tarifas, política fiscal e expectativas de inflação.
Para terça-feira (12), o mercado aguarda a divulgação do IPCA, que pode vir pressionado pelo aumento da energia elétrica e das passagens aéreas. O Boletim Focus de hoje apontou queda na projeção do IPCA de 2024 para 5,05%, a 11ª revisão consecutiva para baixo.











