O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (10) em alta de 0,52%, aos 142.348 pontos, próximo à máxima histórica de fechamento. O volume financeiro negociado foi de R$ 18,8 bilhões.
A alta foi apoiada por leituras de inflação mais fracas tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O IPCA de agosto, índice oficial de inflação no Brasil, registrou deflação, ainda que menor do que o esperado.
Apesar da queda, os núcleos — que excluem itens voláteis, como energia e combustíveis — mostraram avanço, indicando que a inflação de serviços segue resiliente.
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Nos Estados Unidos, o PPI (índice de preços ao produtor) recuou 0,1% em agosto, contra expectativa de alta de 0,4%. A leitura reforça a projeção de que o Federal Reserve poderá iniciar cortes de juros ainda em setembro.
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Além disso, no campo político, o voto divergente do ministro Luiz Fux no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) reduziu a percepção de risco em relação a possíveis sanções dos Estados Unidos ao Brasil.
Destaques do Ibovespa
A Vale fechou em alta de 0,69%. Petrobras subiu (ON +2,56%, PN +1,81%) acompanhando a valorização do petróleo, que avançou 1,6% no mercado internacional. No setor financeiro, Banco do Brasil (+3,04%) se destacou, enquanto Bradesco recuou (ON -0,83%, PN -0,71%).
Entre as maiores altas do dia ficaram C&A (+4,80%), Marfrig (+4,17%) e Magazine Luiza (+3,70%). Por outro lado, MRV (-4,83%), Braskem (-3,69%) e Suzano (-2,14%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
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