Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o novo conselho de administração da Petrobrás para o período 2022-2024, eleito nesta quarta-feira,13, em Assembleia Geral Ordinária (AGO), representa “mais do mesmo: uma nova direção para manter a mesma política equivocada do Preço de Paridade de Importação (PPI)”.
“A decisão do presidente Jair Bolsonaro de mudar o comando da estatal, colocando na presidência José Mauro Ferreira Coelho, homem de sua confiança, é uma estratégia para ganhar tempo e preservar o PPI, tão defendido por agentes do mercado, e tão nocivo aos brasileiros”, ressalta o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
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Segundo Bacelar, “é preocupante um tecnocrata, que nunca administrou uma empresa, presidir a maior e mais importante companhia do Brasil. Grave e preocupante também é ter aprovado para presidente do Conselho de Administração o engenheiro Márcio Andrade Weber, que atuou em contratos e licitações na Petrobrás como representante de uma empresa suspeita de participar de lavagem de propina endereçada a agentes públicos, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF)”.
O PPI, em vigor desde outubro de 2016, reajusta os preços dos combustíveis com base na cotação internacional do petróleo, variação cambial e custos de importação, mesmo o Brasil sendo autossuficiente na produção de óleo. Coelho, aprovado presidente da petroleira durante a AGO, é favorável ao alinhamento de preços de diesel e gasolina ao mercado internacional.
“De um lado, o PPI viabiliza dividendos indecentes para acionistas privados gestão da Petrobrás leva pessoas à morte por graves queimaduras provocadas pelo uso de álcool em substituição ao gás de cozinha”, destaca o dirigente da FUP.
Camila Brunelli / Agência CMA
Imagem: Flávio Emanuel/Agência Petrobras
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