As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em alta após a fala da presidente do Bance Central Europeu, Cristiane Lagarde, aumentando o tom quanto a inflação, e dados do varejo nos EUA.
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Segundo Lagarde, o risco para inflação ascendente aumento, principalmente no curto prazo, o que aumenta também a possibilidade de uma subida agressiva na taxa de juros por lá.
Nos EUA, as vendas no varejo subiram 0,5% em março em comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais, e somaram US$ 665,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio. Esse fator também pressiona o FED a apertar a política monetária.
Segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, acredita que a pressão na nossa curva de juros é, portanto, uma combinação desses dois fatores. “Temos um aumento nas preocupações com o processo de normalização das políticas monetárias”, disse.
O dólar intensificou o ritmo de alta. Os principais drivers de hoje são os ruídos fiscais domésticos, com o aumento de salários dos servidores públicos, e os dados fortes do varejo nos Estados Unidos, que cresceram 0,5% em março ante fevereiro. Os cortes de incentivos na Europa aparecem em segundo plano.
De acordo com a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “os dados mais fortes do varejo nos Estados Unidos fizeram com que os treasuries e os juros subissem, fortalecendo o dólar”.
Em véspera de feriado de Páscoa, agenda de indicadores esvaziada por aqui e dia de vencimento de opções sobre as ações, o Ibovespa futuro com vencimento em junho sinaliza queda com os investidores digerindo os dados de varejo nos Estados Unidos de março-cresceram 0,5% em março na comparação mensal, enquanto mercado estimava alta de 0,6%- e pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 9 de abril-subiram para 185 mil e os analistas previam 172 mil solicitações.
Por aqui, os investidores devem repercutir a notícia sobre o reajuste que o governo deve conceder de 5% a todos os servidores públicos federais a partir de julho. Com essa medida, o custo fiscal seria de R$ 6,3 bilhões este ano. O mercado também aguarda a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 que deve ser apresentada pelo governo.
Veja como estava o mercado por volta das 13h30 (de Brasília):
IBOVESPA: 116.056 pontos (-0,62%)
DÓLAR À VISTA: R$ 4,7110 (+0,49%)
DI JAN 2023: 13,120% (+0,49%)
DI JAN 2027: 11,860% (+1,19%)
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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Imagem: Divulgação FMI