O dólar abriu a sessão em alta. Apesar da valorização das commodities, o anúncio do Banco Central Europeu (BCE) de finalizar, gradualmente, a retirada dos estímulos econômicos até junho, além do cenário doméstico voltar a ser ruidoso com o aumento de gastos com os servidores públicos, enfraquecem o real.
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Para o economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, “o discurso do BCE foi menos hawkish (duro) do que o esperado, mas podemos ver a alta dos juros até o final deste ano”. Até ser encerrado, o programa de compras líquidas mensais (APP) será de 40 bilhões de euros (abril), 30 bilhões (maio) e 20 bilhões (junho).
Beyruti vê o real em linha com seus pares emergentes ligados às commodities, especialmente as agrícolas. O fiscal, porém, volta a incomodar e jogar contra a moeda brasileira: “Precisamos ver como o mercado irá receber o aumento aos servidores, que apenas neste ano irá custar R$ 5 bilhões”, observa.
Por volta das 9h34 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,70%, cotado a R$ 4,7210 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2022 avançava 0,61%, cotado a R$ 4.740,50.
Paulo Holland / Agência CMA
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