As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em queda após resultado de inflação nos EUA.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 1,2% em março na comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais, segundo dados do Departamento de Trabalho do país. Analistas previam alta de 1,1%. Na comparação mensal, o núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui a variação dos preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em março, após a alta de 0,5% em fevereiro. Nos 12 meses encerrados em março, o núcleo do índice de preços ao consumidor subiu 6,5%. O mercado previa para o núcleo alta de 0,5% em base mensal e de 6,6% em base anual.
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Rachel Sá, economista-chefe da Rico, lembra que essas discussões sobre o destino dos juros americanos, e os impactos na maior economia do mundo e no restante do globo, tem sido um dos principais propulsores de movimentos de mercados nas últimas semanas.
“Ao lado dos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que continua a pressionar os preços de alimentos e outros materiais básicos, adicionando ao espiral de inflação do início “dessa história””, diz.
O dólar acelerou o ritmo de queda. Este movimento ganhou força após a divulgação da inflação nos Estados Unidos, que subiu em 1,2% em março ante fevereiro, em conformidade com a projeção do mercado de 1,1%. Já na base anual, o aumento foi de 8,5%, também próximo à projeção de 8,4%.
Para o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “os dados vieram em linha com as expectativas, foi uma sensação de alívio. O mercado tinha medo de que a inflação disparasse”.
As smalls caps performando bem e os investidores ainda digerindo o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos, divulgado mais cedo em que o núcleo ficou abaixo do esperado. As apostas diminuem para um aperto mais agressivo do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). As falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na véspera, sobre os juros e IPCA ainda pesam no mercado.
Às 12h51 (horário de Brasília) o principal índice da B3 subia 0,58%, aos 117.638,41 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em abril avançava 0,58%, aos 117.675 pontos.
O giro financeiro era de R$ 10,1 bilhões. Em Nova York, as bolsas registravam alta. Ricardo Leite, head de renda variável da Diagrama Investimentos, disse que o Ibovespa perde um pouco de força com o mercado digerindo o CPI e ainda por conta dos resquícios da véspera da fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto na véspera, em que deixou o campo aberto para a taxa de juros chegar entre 13,50% e 13,75% ao ano (aa) uma vez que o IPCA veio acima do esperado [subiu 1,62% em março].
Veja como estava o mercado por volta das 13h30 (de Brasília):
IBOVESPA: 117.739 pontos (+0,65%)
DÓLAR À VISTA: R$ 4,6720 (-0,42%)
DI JAN 2023: 13,075% (-0,19%)
DI JAN 2027: 11,595% (-0,47%)
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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