Os brasileiros gastaram 11,7% a mais com viagens em 2024, aumentando de R$ 20,4 bilhões para R$ 22,8 bilhões de um ano para o outro. O aumento reflete tanto o encarecimento para viajar quanto a preferência por destinos mais caros.
Apesar dos gastos terem aumentado, o número de viagens realizadas por brasileiros ficou estável em 20,6 milhões — mesmo patamar de 2023 —, segundo dados do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Lazer continua sendo a principal motivação
Dos 77,8 milhões de domicílios entrevistados no país, 15 milhões (19,3%) registraram ao menos uma viagem no ano, percentual levemente inferior ao de 2023. Durante a pandemia, esse índice havia caído para 13,9% em 2020 e 12,7% em 2021.
As viagens com finalidade pessoal representaram 85,5% do total em 2024. O lazer continua sendo o principal motivo (39,8%), seguido por visitas a familiares e amigos (32,2%). Viagens para tratamento de saúde mantiveram estabilidade (20,1%).
Os destinos de sol e praia permanecem como os mais procurados (44,6%), embora essa participação venha caindo — em 2020, representava 55,5%. Em paralelo, viagens ligadas a cultura e gastronomia cresceram e alcançaram 24,4% em 2024.
Viagens internacionais aumentam
As viagens internacionais aumentaram 11,1% em 2024, totalizando 688 mil deslocamentos e representando 3,3% do total. No território nacional, 80,9% das viagens ocorreram dentro da mesma região.
O carro particular continua sendo o principal meio de transporte (50,7%), seguido por avião (14,7%) e ônibus de linha (11,9%). O transporte aéreo teve avanço expressivo em viagens profissionais, passando de 19,9% em 2020 para 28,8% em 2024.
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Falta de dinheiro é o vilão das viagens
Entre os 62,8 milhões de domicílios que não viajaram, a principal razão foi a falta de dinheiro, apontada por 24,6 milhões (39,2%). A limitação é mais acentuada nas faixas de renda mais baixas: 55,3% dos domicílios com rendimento per capita inferior a meio salário mínimo citaram o fator financeiro como impeditivo.
O contraste é evidente: 45,7% dos domicílios com renda per capita acima de quatro salários mínimos registraram viagens, contra somente 10,4% dos domicílios com menos de meio salário mínimo. Já entre os que viajaram, apenas 11,3% pertenciam à faixa de menor renda.











