O dólar fechou esta quinta-feira (23) em queda de 0,20%, a R$ 5,38. A desvalorização ocorreu em meio à disparada dos preços do petróleo, após EUA e União Europeia ampliarem sanções contra empresas russas de energia. A alta da commodity impulsionou moedas de países exportadores, inclusive o real.
Durante o dia, a moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3784 e a máxima de R$ 5,4268. Na semana, o dólar acumula recuo de 0,36%. No mês, no entanto, ainda avança 1,19% frente ao real.
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Sanções elevam preço do petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram mais de 5% depois que os EUA anunciaram sanções à Rosneft e à Lukoil, duas das maiores companhias russas do setor. O objetivo é pressionar o presidente Vladimir Putin por um cessar-fogo na guerra da Ucrânia.
A União Europeia também divulgou um novo pacote de sanções, mirando a chamada “frota fantasma” de petroleiros — usada para driblar restrições —, além do comércio de gás natural e do sistema financeiro russo.
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Cautela impulsiona alta do dólar no exterior
Operadores relataram baixo volume de negócios no mercado futuro, reflexo da postura cautelosa dos investidores. O cenário internacional segue incerto, com destaque para as negociações comerciais entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previstas para a próxima semana.
Além disso, o “shutdown” — paralisação parcial do governo americano — completa 23 dias, resultando em um apagão de dados econômicos nos EUA.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, apresentou leve alta, permanecendo próximo dos 99 mil pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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O iene japonês recuou mais de 0,40%, impactado pela expectativa de medidas fiscais expansionistas no Japão.
Expectativa para juros nos EUA e Brasil
Mesmo com o shutdown, o mercado aguarda para amanhã (24) a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro. Analistas projetam que o resultado não deve alterar a expectativa de um novo corte de juros de 0,25 ponto percentual pelo Federal Reserve, o banco central americano, na reunião da próxima quarta-feira (29).
No Brasil, o Banco Central deve manter a taxa Selic em 15% no início de novembro, segundo consenso do mercado. O diferencial entre os juros interno e externo tende a aumentar, o que pode conter a pressão de alta sobre o dólar nos últimos meses do ano — período em que as remessas de recursos ao exterior costumam crescer.
Em evento em Jacarta, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a inflação está desacelerando, mas ainda fora da meta, o que exige manutenção dos juros em nível restritivo por mais tempo.





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