As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em queda refletindo o preço do petróleo e acompanhando os treasuries norte-americanos, que também fecham.
Segundo o banco ABC Brasil, os mercados globais reagem a notícias sobre o setor petrolífero. Biden considera liberar até 180 mi bpd da reserva estratégica do país (ou +1 mi bpd por vários meses).
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Nesse contexto, a cotação do Brent apresenta queda de cerca de -5%, ao redor de US$106/barril.
Segundo Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco Alfa, a curva de DI está devolvendo o movimento de ontem, que acompanhou algumas notícias ruins, como IGP-M acima das expectativas e alta do petróleo.
“Temos uma correlação muito forte da curva de juros com preço do petróleo, depois que o Banco Central atrelou a política monetária de curto prazo ao preço do petróleo”, diz.
“Na parte longa pesa a taxa de juros nos EUA, que está fechando novamente”, completa.
Segundo Rafael Passos, da Ajax Capital, embora os EUA considerem liberar 1 milhão de barris por dia de petróleo de suas reservas, espera-se que o cartel mantenha o acordo de produção de 400k barris por dia no mês.
“Vale notar: essa estratégia começou no início de 2021 e vem sendo acompanhada até então”, diz.
Por volta das 16h55 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 12,725% de 12,765% % no ajuste anterior projetava taxa de 12,055%, de 12,185%, o DI para janeiro de 2025 ia a 11,420%, de 11,485% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,220% de 11,320%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar com vencimento para abril operava em queda, cotado a R$ 4.738,00 para venda.
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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