O Ibovespa renovou na manhã desta terça-feira (2) sua máxima histórica, ultrapassando os 160 mil pontos pela primeira vez. O movimento reflete o maior apetite ao risco no exterior, em meio às expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima quarta-feira (10).
A precificação de que os juros norte-americanos cairão tende a reduzir o custo de capital global e aumentar a atratividade de ativos de países emergentes, como o Brasil.
Hoje, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, sobe impulsionado pelas blue chips (maiores empresas da Bolsa), com o avanço dos papéis da Vale (VALE3) e dos grandes bancos. Por outro lado, os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) operam em queda.
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Às 15h50, o índice subia 1,22%, aos 160.553,08 pontos, após romper a barreira dos 160 mil próximo das 11h. Confira abaixo as altas por setores.

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Bancos impulsionam Ibovespa
Setorialmente, os bancos listados no Ibovespa apresentam os melhores desempenhos no pregão, com destaque para os papéis BPAC3 do BTG Pactual, com avanço de 2,90% e do Itaú (ação de maior peso no setor). Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB3) também avançam acima de 1% nesta manhã.
Para o Itaú BBA, a queda de 0,29% registrada ontem, que levou o índice aos 158.611 pontos, não muda o cenário de tendência positiva. Segundo o banco, o Ibovespa mantém espaço para buscar as resistências de 165 mil e 180 mil pontos.
Produção industrial e política no radar
O Ibovespa também foi influenciado pelos números da indústria brasileira, divulgados nesta terça. O setor registrou queda de 0,5% na comparação anual, contrariando a expectativa mediana de alta de 0,2%.
Frente a setembro, houve avanço de 0,1%, também abaixo do esperado. No acumulado de 2024, a indústria cresce 0,8%, com alta de 0,9% em 12 meses.
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Na política, investidores repercutem a pesquisa Atlas/Intel que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente em todos os cenários de primeiro turno testados para 2026, mas com margens menores que nos levantamentos anteriores.
Ao Broadcast, o analista da Manchester Investimentos, Felipe Cima, afirmou que a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indicando aumento da desaprovação do governo também influenciou o humor do mercado.
Ele explica que a percepção de uma reeleição menos garantida reduz parte do receio visto nas últimas semanas e reabre discussões sobre o cenário fiscal.

