O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, voltou a romper um novo patamar no pregão desta quinta-feira (4), com alta de 1,67%, aos 164.455,61 pontos, renovando o recorde intradiário e de fechamento.
A alta segue apoiada na queda dos juros futuros nos Estados Unidos, de olho na próxima super quarta, uma das últimas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) dos EUA, com a participação de Jerome Powell. As apostas são de que o mandatário será substituído por Kevin Hassett, indicado por Donald Trump.
Outro fator que impulsionou a Bolsa brasileira foi o Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta quinta. Apesar de crescer apenas 0,1%, o mercado leu o índice como positivo e como uma possível gatilho para o início do ciclo de corte nos juros por aqui em 2026.
No câmbio, o dólar oscilou ao longo de todo o pregão, encerrando próximo da estabilidade, mas perdendo o terreno positivo. A moeda norte-americana cedeu 0,05%, cotada a R$ 5,31, depois de testar mínimas abaixo dos R$ 5,30.
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No cenário internacional, os investidores analisaram os dados de pedidos semanais de auxílio-desemprego. O indicador revelou uma queda de 27 mil nas solicitações para 191 mil (abaixo do consenso de 221 mil).
O resultado não exerceu pressão sobre as expectativas para os juros norte-americanos. O monitoramento do CME Group, FedWatch, segue apostando que a taxa cairá. 87,2% esperam corte de 0,25 p.p.
No Brasil, os olhares deixarão de lado a agenda econômica nesta sexta-feira (5) e se voltam para as tensões políticas. Nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para alterar decisão sobre impeachment de ministros da Casa.
A medida voltou a mexer com os bastidores em Brasília. Para interlocutores do Planalto, a decisão piorou o ambiente no Senado e impôs mais dificuldades para a aprovação da entrada de Jorge Messias na Corte.
No Congresso, o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026 foi aprovado e segue para sanção presidencial. O texto prevê que 65% das “emendas pix” sejam pagas aos parlamentares até o começo de julho.
O PLDO também excluiu R$ 10 bilhões em despesas da meta fiscal das estatais federais para acomodar gastos com os Correios.
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Manchetes desta manhã
- PIB fraco intensifica aposta de bancos estrangeiros na queda dos juros de mercado (Valor Econômico)
- Congresso estuda pacote de retaliações a decisão de Gilmar (Valor Econômico)
- Aliados de Alcolumbre estudam sabatina de ministros a cada 5 anos e ampliação do STF em retaliação a Gilmar (Folha de S.Paulo)
- STF ainda busca consenso sobre limitar impeachment, após Gilmar negar pedido da AGU (O Globo)
- Correios: Ressalva de auditoria em balanços se repete desde o início do ano sem solução da estatal (Estadão)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em alta antes dos dados de inflação favoritos do Fed, que são importantes para a reunião de política monetária da próxima semana. As expectativas de cortes nos juros permanecem firmes, impulsionando o sentimento global, mesmo após os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA terem caído ao menor nível em três anos.
Na Ásia, as bolsas de valores encerraram o último pregão da semana em alta, com a maioria das praças seguindo o bom humor de NY. A exceção ficou para a bolsa de Tóquio, que caiu mais de 1% nesta sexta.
Em Nova York, os índices futuros da Bolsa de Nova York amanheceram mais uma vez sem direção única, aguardando os dados de inflação que serão divulgados nesta manhã, e que podem consolidar o corte nos juros na próxima quarta-feira (10).
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: +0,22%
- FTSE 100: 0,03%
- CAC 40: +0,27%
- Nikkei 225: -1,03%
- Hang Seng: +0,58%
- Shanghai SE Comp.: +0,70%
- MSCI EM: +0,84%
- Bitcoin: -1,78% a US$ 91.340,40
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Commodities
- Petróleo: A commodity recua levemente, segurando os ganhos em meio ao impasse diplomático no leste europeu e às firmes expectativas de um corte na taxa de juros pelo Fed.
WTI para janeiro caía 0,25%, a US$ 59,52 e Brent para fevereiro cedia 0,13%, a US$ 63,18 - Minério de ferro: fechou em queda de 0,77% em Dalian, na China, cotado a US$ 108,77/ton
Em Singapura, os contratos futuros estão em queda de 1,01%, cotados a US$ 103,25/ton. No mercado à vista a queda é de 0,74%, cotado a US$ 107,10/ton
Cenário internacional de olho no PCE
Nos EUA, a expectativa nesta sexta gira em torno dos dados do PCE (inflação de consumo) do país — o índice preferido do Federal Reserve na leitura dos juros. Um dado que agrade o mercado pode fazer com que as expectativas para corte subam ainda mais.
Outra leitura importante será a do índice de confiança do consumidor medido pela Universidade de Michigan.
Na Europa, o voltou da Zona do euro voltou a subir no terceiro trimestre (0,3%), levemente acima do consenso. Na comparação anual, o crescimento veio dentro do esperado: 1,4%.
Cenário nacional com foco em Brasília
No Brasil, além de observar alguns dados de inflação, como o IGP-DI e a inflação do produtor (IPP) e de produção de veículos, divulgada pela Anfavea nesta manhã, as atenções seguem em Brasília.
O Senado marcou para a próxima quarta (10) a votação do julgamento das ações que discutem o Marco Temporal para a demarcação das terras indígenas. O relator será o ministro Gilmar Mendes.
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