O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,52% nesta segunda-feira (8), aos 158.187 pontos, em sessão marcada por menor volatilidade política e financeira. O volume financeiro foi de R$ 27,2 bilhões.
A sinalização de recuo do senador Flávio Bolsonaro sobre a candidatura presidencial de 2026 trouxe alívio ao mercado. A reação, porém, não foi suficiente para recolocar o índice perto do recorde de fechamento.
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Perto do fim do pregão, uma nova reviravolta política voltou a influenciar o mercado. Segundo publicação da Folha de S. Paulo, Flávio Bolsonaro afirmou que sua candidatura seria “irreversível” e que o sobrenome da família seria uma vantagem eleitoral.
Em dezembro, o índice acumula queda de 0,56%, mas sobe 31,51% no ano, aproximando-se do desempenho de 2019 (31,58%) e ainda disputando o melhor resultado anual desde 2016.
Destaques do Ibovespa
As ações Petrobras (ON +1,34%; PN +0,92%) ajudaram a sustentar o avanço da Bolsa, acompanhadas por bancos como Itaú (+0,48%), Banco do Brasil (+2,08%) e Bradesco (+0,51% ON; +0,72% PN). A Vale recuou 0,68%.
Entre as maiores altas ficaram IRB (+10,20%), Raízen (+4,82%) e Cyrela (+4,17%). Já Hapvida (-6,01%), Assaí (-4,43%) e Natura (-2,85%) lideraram as maiores quedas.
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Estratégia política
Analistas políticos avaliam que os sinais conflitantes da família Bolsonaro funcionam como um “balão de ensaio”, destinado a testar cenários e reforçar a influência do ex-presidente sobre a direita. O objetivo seria condicionar eventuais apoios futuros a pautas de interesse do grupo.
Lideranças de centro-direita ouvidas pelo Broadcast Político avaliam que a pré-candidatura de Flávio pode não se sustentar até 2026, abrindo espaço para nomes alternativos. Entre eles, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que o mercado associa à possibilidade de um ajuste fiscal a partir de 2027 — considerado essencial para estabilizar a trajetória da dívida pública.




