O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi, condicionada à assinatura de um Acordo em Controle de Concentrações (ACC) que prevê o desinvestimento de 26 lojas em São Paulo, equivalente a 3,3% do faturamento da empresa combinada nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre.
O aval ocorreu com o voto do relator José Levi Mello do Amaral Jr., acompanhado pelos demais conselheiros — com exceção da conselheira Camila Cabral. A conclusão da operação ainda depende da verificação (ou renúncia) das condições suspensivas pelos conselhos de administração das companhias.
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Em nota conjunta, Petz e Cobasi afirmaram que recebem a decisão “com satisfação” e que a união fortalece a capacidade de investimento, eficiência operacional e expansão de produtos e serviços no país. A Petlove (terceira interessada no processo) não se manifestou até o momento.
Após o anúncio, os papéis PETZ3 dispararam 6% e entraram em leilão 13h58. Minutos depois, voltaram a ser negociados com alta de 5,28%, aos R$ 4,39, figurando como o sexto maior avanço da Bolsa.
O que prevê o acordo proposto pelo Cade
O Cade condicionou a aprovação ao desinvestimento das unidades em São Paulo para manter a concorrência no setor pet. Levi afirmou que o acordo pode resultar em cenário competitivo melhor que o atual. Ele reforçou que a autoridade não escolhe o comprador dos ativos a serem vendidos.
“Pode não ser perfeito, mas o ótimo é inimigo do bom. Me parece bom o ACC”, disse o relator durante o julgamento, segundo o Broadcast.
A Petlove, terceira interessada, participou apoiada pelo Instituto Caramelo e pelo IPS Consumo, e defendeu remédios estruturais mais duros para preservar a rivalidade no mercado.
Segundo a advogada Barbara Rosenberg, “é impossível aprovar sem remédios capazes de preservar a rivalidade existente entre Petz e Cobasi”. Ela citou estudo do Cade que apontou concentração elevada em 173 mercados e argumentou que apenas as duas companhias possuem escala, densidade geográfica e força de marca no setor.
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A Petlove chegou a pedir autorização para ser compradora dos ativos desinvestidos, mas o Cade afirmou que a escolha do comprador não cabe ao órgão — apenas a exigência de venda.
Como será a nova empresa após fusão da Petz e Cobasi
A operação será estruturada por meio da incorporação das ações da Petz pela Cobasi, tornando a Petz subsidiária integral. A divisão acionária será:
- 52,6% para acionistas da Petz
- 47,4% para acionistas da Cobasi
A companhia combinada deverá contar com 483 lojas que somam cerca de R$ 7 bilhões em faturamento e pelo menos 20 marcas próprias como: ZeeDog, Petix, Spike! e Flicks.
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O plano prevê que Paulo Nassar, cofundador e CEO da Cobasi assuma como CEO, enquanto Sergio Zimerman, fundador e CEO da Petz se torne presidente do conselho.
As empresas argumentam que a fusão traz ganho de escala, redução de custos, ampliação de portfólio e integração entre lojas físicas e e-commerce. Ao longo da análise no Cade, os CEOs destacaram desafios competitivos com o avanço dos marketplaces após a pandemia.











