O dólar à vista começou a semana em alta no mercado doméstico de câmbio, seguindo a tendência de fortalecimento da moeda americana no exterior e o aumento das taxas dos Treasuries. As divisas emergentes, especialmente as latino-americanas e de países produtores de matérias-primas, já abaladas na semana anterior pela expectativa de juros elevados nos EUA, também enfrentam pressão de más notícias do setor imobiliário chinês, o que tem impacto negativo nos preços das commodities.
Com um sinal positivo desde a abertura dos negócios, o dólar acelerou seu ritmo de alta durante a tarde, atingindo a máxima de R$ 4,9750. No entanto, perdeu um pouco de força nas horas finais de negociação e fechou com um aumento de 0,68%, cotado a R$ 4,9662, alcançando seu maior valor de fechamento desde o último dia 8. Com um ganho de 1,26% na semana passada e o avanço de hoje, o dólar acumula uma leve valorização de 0,30% em setembro. No entanto, no acumulado do ano, a moeda ainda apresenta perdas de 5,94%.
Impacto global e desafios para o Brasil
A incorporadora chinesa Evergrande anunciou que está impossibilitada de emitir novos títulos devido a uma investigação sobre uma de suas afiliadas, o que compromete seus planos de reestruturar mais de US$ 300 bilhões em dívidas. Além disso, a China Oceanwide Holdings, outra incorporadora, informou hoje que sofrerá liquidação pelo tribunal judicial das Bermudas, após não conseguir pagar um empréstimo de US$ 175 milhões a um de seus credores.
Cenário global e a valorização do dólar
O índice DXY, que mede o comportamento do dólar em relação a seis moedas fortes, operou em alta durante o dia e voltou a ultrapassar a marca de 106.000 pontos, atingindo uma máxima de 106.097 pontos, devido à fraqueza do euro. A taxa da T-note de 10 anos, um dos principais ativos do mundo, subiu mais de 2%, chegando a mais de 4,54%, seu maior nível desde outubro de 2007.
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Superávit na balança comercial brasileira
Na parte da tarde, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou que a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,591 bilhão na quarta semana de setembro. Até a quarta semana do mês, o superávit acumulado em setembro atinge US$ 7,210 bilhões. No acumulado do ano, o saldo é positivo em US$ 69,615 bilhões.
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