As bolsas asiáticas fecharam em alta no primeiro pregão de 2026, com o mercado sustentado pelo otimismo em torno da inteligência artificial (IA). A expectativa de forte demanda por chips e componentes usados em data centers impulsionou ações do setor de tecnologia em diferentes países da região.
O índice Kospi, da Coreia do Sul, renovou máxima histórica ao longo da sessão, com alta de 2,27%, aos 4.309,63 pontos, refletindo o bom desempenho de empresas ligadas a semicondutores.
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Outro destaque no pregão foi o Hang Seng, de Hong Kong. O índice subir 2,76% impulsionado pelas ações da Baidu, que avançaram 9,35% após informar que a sua unidade de chips de IA, a Kunlunxin, entrou com pedido de listagem na bolsa chinesa no dia 1º de janeiro.
A empresa não divulgou detalhes sobre o tamanho da oferta, mas analistas da Jefferies estimam que a Kunlunxin pode ser avaliada entre US$ 16 bilhões e US$ 23 bilhões.
Mercado chinês de chips de IA e restrições à Nvidia
Investidores também observam a possibilidade de a Kunlunxin repetir o desempenho da Shanghai Biren Technology, fabricante chinesa de chips de IA que subiu 76% em sua estreia na Bolsa de Hong Kong.
A empresa levantou 5,37 bilhões de dólares de Hong Kong, o equivalente a US$ 690,4 milhões, em sua oferta pública inicial.
Empresas chinesas como Kunlunxin, Biren, Huawei, Cambricon Technologies e Moore Threads buscam ampliar participação no mercado doméstico, em um contexto em que a Nvidia enfrenta restrições para vender seus chips de IA na China.
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O diretor-presidente da Nvidia, Jensen Huang, afirmou anteriormente que a China representa um mercado de US$ 50 bilhões para infraestrutura de IA, com crescimento anual de 50%.
O tema ganhou novos desdobramentos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que permitiria o envio do chip H200 da Nvidia para a China, desde que o governo americano receba 25% das vendas. Ainda não há clareza sobre a autorização dos reguladores chineses para essas operações.


