O Brasil classificou como sequestro a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada na terça-feira (6).
A posição brasileira foi apresentada pelo embaixador Benoni Belli, que afirmou que a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no território venezuelano ultrapassou limites previstos no direito internacional e representa uma ameaça à soberania dos Estados.
Para o embaixador, esse tipo de ação cria um precedente que pode afetar a estabilidade das relações internacionais. Ele ressaltou que o Brasil não aceita o argumento de que objetivos políticos ou estratégicos justifiquem meios que contrariem normas internacionais.
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Belli também declarou que o Brasil não considera que a solução para a crise na Venezuela passe pela criação de protetorados ou por intervenções externas. Segundo ele, o país mantém a defesa da não intervenção e da preservação da paz na América do Sul.
Repercussão na ONU
Na segunda-feira (5), o embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Sérgio França Danese, afirmou no Conselho de Segurança que a intervenção dos Estados Unidos viola a Carta da ONU e o direito internacional. Essa avaliação foi reiterada durante a reunião da OEA.
Horas antes do encontro, a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, declarou que a operação violou princípios fundamentais do direito internacional, que proíbem o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado.