O Ibovespa renovou seu recorde de fechamento nesta quarta-feira (14), ao encerrar aos 165.145,98 pontos, com alta de 1,96%. O índice também atingiu nova máxima intradiária, aos 165.146,49 pontos, próximo ao ajuste final do pregão.
A valorização foi a mais intensa em termos percentuais desde 22 de agosto, quando o principal índice da Bolsa brasileira subiu 2,57%.
A alta foi sustentada pelas grandes empresas de commodities. As ações da Petrobras, que chegaram a subir mais de 5% ao longo do dia, reduziram o avanço com a virada do petróleo. No fechamento, os papéis avançaram 3,63% (ON) e 2,73% (PN).
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O movimento colaborou com a forte alta da Vale, ação de maior peso no Ibovespa, que ganhou 4,74%. Os grandes bancos também contribuíram. BTG Pactual (Unit) subiu 2,08%, enquanto Itaú (PN) avançou 1,10%.
Em fala ao Broadcast, Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCl Advisors, afirmou que o mercado brasileiro foi beneficiado por recomendações positivas de grandes bancos de investimento.
Petróleo oscila após declarações dos EUA
Apesar da forte alta, o mercado reagiu à mudança de sinal do petróleo no mercado internacional. Mais cedo, os preços avançavam mais de 1%, sustentados pela tensão geopolítica no Oriente Médio, especialmente em relação ao Irã.
No fim da tarde, porém, o petróleo passou a cair quase 3% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interpretadas como um tom mais moderado em relação ao Irã. A leitura foi de redução do risco de um conflito mais amplo, o que retirou pressão altista sobre os preços.
Maiores altas e quedas do Ibovespa
Entre as maiores altas do dia, além da Vale (+4,74%), destacaram-se Bradespar (+4,32%) e TIM (+4,30%). Já entre as quedas, ficaram MRV (-5,34%), Rumo (-4,26%) e Marcopolo (-2,21%).
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Cenário político entra no radar
Além do ambiente externo, investidores também monitoraram fatores domésticos, como a nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest. O levantamento mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente, mas com redução da vantagem.
Para a Warren Investimentos, o resultado mantém Lula como favorito, mas acende alertas sobre a reeleição, especialmente entre eleitores que se dizem independentes.
Por outro lado, a casa avalia que a fragmentação da direita dificulta o avanço de possíveis adversários, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, frequentemente visto pelo mercado como mais alinhado a uma agenda de ajuste fiscal a partir de 2027.


