Os preços do petróleo registraram queda expressiva nesta quinta-feira (15), revertendo parte da alta observada nos últimos dias. O movimento ocorreu após sinais de redução das tensões no Oriente Médio, que haviam elevado o chamado prêmio de risco do mercado.
O contrato do Brent, referência global, chegou a cair cerca de 4,4% no dia. Na sessão anterior, o barril havia alcançado US$ 66,82, o maior nível desde setembro, impulsionado pelo temor de um conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
A queda do petróleo teve reflexos em outras commodities, especialmente nos grãos. O milho, que vinha em movimento de recuperação, voltou a registrar queda e retornou a patamares próximos aos observados após meados de janeiro, segundo Guto Gioielli, analista e fundador do Portal das Commodities.
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No mercado internacional, contratos voltaram a se aproximar da faixa de US$ 4 a US$ 4,10 por bushel, pressionados pelo cenário externo e pela correlação com o petróleo. Confira a análise completa:
Soja sobe com alta do óleo
A soja seguiu trajetória distinta. O grão avançou no mercado futuro, impulsionado principalmente pela forte alta do óleo de soja, que registrou valorização expressiva na sessão.
Além disso, o mercado segue atento à demanda da China, principal compradora global, tanto no segmento de exportação quanto no consumo interno.
Café e boi gordo
No mercado de café, os preços registraram movimentos positivos no curto prazo, apesar de sinais técnicos mistos no horizonte mais longo. A preocupação com a oferta global segue no radar dos investidores, mesmo com melhora nas condições climáticas no Brasil. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade do produto brasileiro no exterior.
No boi gordo, os contratos seguem em ajuste, com menor ritmo de negociações na segunda quinzena do mês, período em que tradicionalmente há redução da liquidez.
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Declarações reduzem prêmio de risco
Segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa internacional, o presidente dos Estados Unidos comunicou a Teerã que não pretende realizar um ataque militar e solicitou que o Irã também adote uma postura de moderação.
Além disso, o jornal The New York Times informou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria pedido pessoalmente ao presidente norte-americano o adiamento de uma eventual ação militar. Para analistas, essas sinalizações reduziram a probabilidade de conflito, pressionando os preços do petróleo.
Opep+ e negociações internacionais
No campo da oferta, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que seu país mantém cooperação estreita com a Arábia Saudita no âmbito da Opep+, grupo que reúne países exportadores de petróleo e aliados. O objetivo, segundo o governo russo, é contribuir para a estabilidade do mercado global.
Também houve sinalizações de diálogo entre Estados Unidos e Venezuela, apesar da continuidade de apreensões de cargas de petróleo venezuelano no Caribe por autoridades norte-americanas.





