O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 0,68% em novembro na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central nesta sexta-feira (16).
O resultado superou a mediana das projeções do mercado, que apontava alta de 0,35%, e veio após queda de 0,10% em outubro, dado que foi revisado.
O índice que reúne informações sobre produção, consumo e arrecadação de impostos mostrou uma atividade econômica mais resiliente do que o esperado no fim do ano.
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Na abertura por setores, o indicador que exclui a agropecuária avançou 0,71%, após recuo de 0,17% no mês anterior. Já o índice específico da agropecuária caiu 0,27%, depois de uma alta de 1,59% em outubro.
Entre os componentes, os serviços cresceram 0,64%, a indústria avançou 0,79% e o índice de impostos subiu 1,13%.
Comparação anual e acumulado em 12 meses
Na comparação com novembro de 2024, o IBC-Br total aumentou 1,25% na série sem ajuste sazonal, também acima das expectativas do mercado. O índice ex-agropecuária cresceu 1,18%, enquanto o indicador da agropecuária teve alta de 3,59%.
No acumulado de 12 meses até novembro, o IBC-Br registra crescimento de 2,39%, uma desaceleração frente aos 2,59% observados até outubro. Nesse intervalo, a agropecuária acumula alta de 13,20%, enquanto serviços avançam 2,02% e a indústria cresce 1,24%.
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De janeiro a novembro de 2025, a atividade econômica medida pelo IBC-Br sobe 2,38% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi puxado principalmente pela agropecuária, com alta de 13,42%, enquanto serviços cresceram 1,98% e a indústria, 1,33%.
Mercado vê desaceleração gradual após IBC-Br
Em nota, a Terra Investimentos aponta que o crescimento de novembro veio acompanhado de revisões positivas em meses anteriores, com destaque para a indústria, que liderou as altas no mês. A casa estima queda de 0,2% do IBC-Br em dezembro, mas alta de 2,3% na comparação anual.
Para o economista da Austin Rating, Rodolpho Sartori, o resultado reforça a leitura de desaceleração gradual da economia. Segundo ele, o desempenho de setores ligados ao consumo pode ter sido influenciado pelas promoções da Black Friday, em um contexto de emprego e renda ainda elevados.
Já o economista do PicPay, Matheus Pizzani, avalia que a surpresa positiva do indicador reduz o risco de estagnação do PIB no quarto trimestre de 2025.
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“O forte desempenho apresentado pelo IBC-Br se mostra suficiente para evitar uma possível estagnação do PIB no último trimestre do ano”, afirmou, acrescentando que o cenário ainda sustenta projeção de crescimento de 2,1% para a economia brasileira em 2025.
O resultado também reforça a percepção de que a perda de fôlego da atividade ocorre de forma lenta, fator que segue no radar do Banco Central na definição do ritmo e do início do ciclo de cortes da taxa básica de juros.

