Levantamento da fintech brasileira Ebanx aponta que o Pix acumulou 196,2 bilhões de transações desde o lançamento, no fim de 2020, até setembro de 2025. No período, o sistema movimentou R$ 84,9 trilhões, valor equivalente a mais de sete vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2024, estimado em R$ 11,7 trilhões.
Dados do Banco Central mostram que mais de 170 milhões de brasileiros utilizam o Pix, o que representa cerca de 80% da população. A ampliação do uso, no entanto, traz maior complexidade técnica e regulatória, exigindo estruturas de segurança, previsibilidade e conformidade para que novas soluções financeiras possam operar em larga escala.
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Na visão de Joab Júnior, especialista em Qualidade de Software e sócio da Vericode, o pix está impondo um novo nível de maturidade técnica no sistema financeiro como um todo.
“A maturidade técnica deixa de ser apenas um requisito operacional e passa a ser um diferencial competitivo, ao evitar retrabalho, reduzir riscos regulatórios e fortalecer a confiança em todo o ecossistema financeiro”, conclui.
Infraestrutura regulatória e acesso ao crédito via Pix
Um dos marcos desse processo foi a obrigatoriedade do registro de recebíveis de cartões, implementada em 2021. A medida trouxe mais transparência às operações e reduziu riscos para financiadores ao garantir a existência e a singularidade das garantias. Com isso, pequenas e médias empresas passaram a ter maior acesso ao crédito.
Ao criar uma infraestrutura comum e padronizada, o modelo fortaleceu a confiança entre os agentes do mercado e abriu espaço para a expansão de novas modalidades de financiamento baseadas em recebíveis.
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Exigências técnicas ganham peso
Segundo Joab, a sustentabilidade da inovação financeira depende da solidez técnica das soluções. “À medida que as soluções ganham escala, cresce a necessidade de comprovar tecnicamente sua segurança, estabilidade e aderência regulatória. Testes homologatórios e evidências auditáveis são instrumentos de confiança”, afirma.
O Banco Central têm reforçado exigências relacionadas à governança, segurança da informação, rastreabilidade e controles técnicos, impactando diretamente instituições financeiras, IMFs e fornecedores de tecnologia.
Com isso, certificações, testes homologatórios e geração contínua de evidências deixam de ser etapas pontuais e passam a integrar o ciclo regular de desenvolvimento, mitigando riscos de não conformidade, atrasos na autorização de operação e fragilidades operacionais.
Automação e inteligência artificial
Nesse contexto, a automação e o uso de plataformas de testes acelerados por inteligência artificial ganham espaço ao transformar requisitos regulatórios em cenários técnicos testáveis e auditáveis.
Segundo Joab Júnior, essas tecnologias ajudam a organizar processos, reduzir complexidade e gerar evidências exigidas pelo regulador de forma mais eficiente.





