A Eve, subsidiária da Embraer (EMBR3), anunciou uma nova captação de recursos para acelerar o desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como eVTOLs. A empresa levantou US$ 150 milhões junto a cinco instituições financeiras: Itaú, Banco do Brasil, Citibank e Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG).
Com a operação, o volume total de financiamentos da Eve alcança US$ 1,2 bilhão. O montante coloca a companhia entre as mais capitalizadas do setor de mobilidade aérea urbana — que reúne projetos de aeronaves elétricas voltadas a deslocamentos de curta distância em áreas urbanas.
Os recursos serão destinados principalmente às atividades de pesquisa e desenvolvimento. Isso inclui a integração da aeronave eVTOL a um ecossistema de mobilidade aérea urbana, que envolve infraestrutura, operação e sistemas de controle. O objetivo é avançar nas etapas de certificação e posterior comercialização da aeronave.
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Testes avançam e operação é prevista para 2027
Recentemente, a Eve concluiu o primeiro voo do protótipo de engenharia em escala real, realizado nas instalações de testes da Embraer no Brasil. O voo pairado, conhecido como hover flight, marca o início de uma campanha de testes mais ampla, prevista para se intensificar ao longo de 2026.
De acordo com o cronograma divulgado pela empresa, a expectativa é iniciar a operação comercial do eVTOL em 2027. Para investidores, o avanço nos testes e na certificação é acompanhado de perto, pois influencia prazos de entrega e geração futura de receitas.
Carteira de pedidos soma US$ 14 bilhões
Até o terceiro trimestre de 2025, a Eve registrava cerca de 2,8 mil pedidos de eVTOLs, considerando pedidos firmes e cartas de intenção. Esse volume representa uma carteira estimada em aproximadamente US$ 14 bilhões.
No setor de aviação, cartas de intenção indicam o interesse de potenciais clientes, mas não têm o mesmo grau de compromisso contratual que um pedido firme. Ainda assim, o número sinaliza demanda relevante pelo produto.





