Em 2026, a Honda CB750 Hornet está de volta às concessionárias brasileiras tentando reconquistar a legião de fãs deixada pela antiga geração de quatro cilindros. O modelo renasce com uma proposta totalmente diferente: sai o motor girador e entra um bicilíndrico focado em torque e agilidade urbana.
O visual da nova Hornet agrada aos motociclistas?
A Honda optou por um design moderno e funcional, porém polêmico ao lembrar muito a irmã menor CB 500F. As linhas são afiadas e o conjunto óptico frontal em LED garante uma assinatura visual agressiva, embora menos imponente que a antiga Hornet dourada. O acabamento geral melhorou com o uso de materiais de texturas variadas no tanque e nas laterais.
O painel TFT de 5 polegadas é o grande destaque tecnológico, oferecendo conectividade total com o sistema Honda RoadSync. O piloto controla navegação, músicas e chamadas diretamente pelo punho esquerdo iluminado, sem tirar as mãos do guidão. Confira na lista abaixo os principais itens que modernizaram a experiência de pilotagem desta naked:
- Painel TFT colorido com 4 opções de layout.
- Conectividade bluetooth integrada de série.
- Iluminação Full LED com setas auto-canceláveis.
- Suspensão dianteira invertida Showa SFF-BP.

O motor perdeu muita potência no Brasil?
A notícia mais difícil para os entusiastas foi a redução de potência para atender às normas de emissão de ruídos e poluentes brasileiras (Promot 5). Enquanto na Europa o motor entrega mais de 90 cv, a versão nacional da Hornet chega às ruas com 69,3 cv. Isso a coloca tecnicamente abaixo da sua principal rival, a Yamaha MT-07, em números absolutos de ficha técnica.
Apesar da “doma” cavalaria, a moto brilha na entrega de torque em baixas e médias rotações, tornando-a muito mais divertida na cidade que as antigas 4 cilindros. O motor empurra com vigor nas saídas de semáforo e o chassi leve garante trocas de direção quase telepáticas. A seguir, veja os dados da tabela para comparativo das especificações entre as principais concorrentes:
| Especificação | Honda Hornet 750 | Yamaha MT-07 | Suzuki GSX-8S |
| Potência | 69,3 cv | 73,4 cv | 83,0 cv |
| Torque | 7,04 kgfm | 6,9 kgfm | 7,95 kgfm |
| Eletrônica | Controle de Tração | Sem Controle | Controle Tração |
| Painel | TFT Conectado | LCD/TFT | TFT Colorido |

A eletrônica compensa a falta de motor?
A Honda recheou a Hornet 750 com um pacote eletrônico superior ao encontrado na categoria de média cilindrada. O acelerador eletrônico Ride-by-Wire permitiu a inclusão de três modos de pilotagem (Sport, Standard e Rain) que alteram o comportamento da moto. O controle de tração ajustável e o Wheelie Control oferecem segurança extra para pilotos menos experientes domarem o torque.
Essa tecnologia torna a moto extremamente versátil, permitindo que ela seja dócil na chuva e arisca em estradas sinuosas com um toque de botão. A embreagem assistida e deslizante evita o travamento da roda traseira em reduções bruscas antes das curvas. Portanto, o que falta em velocidade final é compensado por uma pilotagem segura e tecnologicamente assistida.
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Vale a pena pagar o preço da novidade?
O preço da Hornet 750 a posiciona de forma competitiva, mas o valor do seguro continua sendo um fantasma devido ao histórico de roubo do nome “Hornet”. A facilidade de manutenção e a gigantesca rede de concessionárias Honda pesam favoravelmente na decisão de compra racional. Peças de reposição e revisões tendem a ser mais acessíveis e rápidas do que nas rivais Suzuki ou Triumph.
O valor de revenda promete ser excelente, seguindo a tradição da marca de liquidez imediata no mercado de usados. O próximo passo ideal é realizar um test-ride para verificar se a nova ergonomia e a resposta do motor bicilíndrico atendem à sua expectativa emocional.


