O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 2,8 pontos em janeiro, para 94 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado representa o maior nível do indicador desde março de 2025.
Apesar da alta, o ICST continua abaixo de 100 pontos, indicando pessimismo, enquanto números acima desse patamar sugerem otimismo. Em dezembro, o índice havia recuado 1,2 ponto.
Segundo a FGV, a alta da confiança pode estar associada à perspectiva de aumento dos investimentos em infraestrutura, ao volume de contratações do programa Minha Casa Minha Vida e às novas regras de financiamento habitacional voltadas para imóveis de média e alta renda.
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De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, esses fatores ajudam a explicar a melhora do indicador. Ela ressalta, porém, que os problemas relacionados à mão de obra seguem presentes e tendem a persistir ao longo do ano.
Componentes do índice mostram avanço
Entre os componentes do ICST, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 2,4 pontos, para 93,4 pontos, também o maior nível desde março de 2025. Esse indicador reflete a avaliação das empresas sobre as condições correntes do setor.
Já o Índice de Expectativas (IE-CST), que capta a visão dos empresários sobre os próximos meses, subiu 3 pontos, alcançando 94,6 pontos. O indicador de situação atual dos negócios cresceu 1,2 ponto, para 92,1 pontos, enquanto a demanda prevista para os próximos três meses aumentou 5,1 pontos, chegando a 97,2 pontos.
Apesar da melhora na confiança, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) — indica o quanto da capacidade produtiva instalada das empresas está sendo efetivamente utilizada — recuou 1,1 ponto porcentual em janeiro, para 77,4%.
A queda também foi observada nos componentes de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos. O uso da mão de obra recuou 1,4 ponto porcentual, para 78,4%, enquanto o de máquinas e equipamentos caiu 0,6 ponto porcentual, para 73%.
Custo da Construção aumenta em janeiro
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) avançou 0,63% em janeiro, após alta de 0,21% em dezembro, também medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador passou a acumular valorização de 6,01% nos últimos 12 meses.
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,35% no mês, ante avanço de 0,11% em dezembro. O movimento foi influenciado principalmente pelos materiais para instalação, que passaram de queda de 0,22% para alta de 1,03%. Já os preços dos serviços desaceleraram, com avanço de 0,25% em janeiro, após alta de 0,27% no mês anterior.
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Entre os principais itens que pressionaram o INCC-M para cima em janeiro estiveram o custo do pedreiro, que passou de alta de 0,37% para 0,93%, os condutores elétricos, que aceleraram de 0,14% para 5,16%, e o armador ou ferreiro, cuja variação subiu de 0,38% para 1,29%.
Na direção oposta, contribuíram para conter o índice a conta de energia elétrica, que passou de alta de 0,04% para queda de 2,79%, além de tubos e conexões de PVC, que recuaram 0,11%, e esquadrias de ferro, com queda de 0,12%.




