O mercado de trabalho brasileiro fechou 618.164 postos de trabalho com carteira assinada em dezembro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira (29).
A queda marcou o pior resultado para um mês de dezembro desde 2020, ano afetado pela pandemia, e representou uma variação negativa de 1,26% no mês. O saldo negativo decorreu de 1.523.309 admissões e 2.141.473 desligamentos.
O fechamento de vagas também veio acima do esperado pelo mercado. A mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast indicava encerramento líquido de 481.300 postos de trabalho.
Segundo o Ministério do Trabalho, a retração do emprego em dezembro é compatível com o padrão histórico do Novo Caged. A média de variação negativa para o mês em 2023 e 2024 foi de 1,07% — inferior ao registrado em 2025, de 1,26%.
Em novembro, o mercado de trabalho havia registrado saldo positivo de 84.109 vagas, já com ajustes na série histórica.
- Quer investir com mais critério em 2026? Participe da Masterclass Virada Financeira, ao vivo no dia 10/02.
Mercado de trabalho cria 1,28 milhão de vagas em 2025
O mercado de trabalho registrou abertura de 1.279.498 vagas com carteira assinada em 2025, segundo dados do Caged. O resultado reflete a diferença entre 26.599.777 admissões e 25.320.279 desligamentos ao longo do ano.
Apesar do saldo positivo, o número de vagas criadas em 2025 ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam a criação de 1,4 milhão de postos de trabalho.
Serviços lideram geração de empregos
Em 2025, todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo de empregos formais. O setor de Serviços liderou a geração de vagas, com 758.355 postos, seguido por:
- Comércio: 247.097 vagas
- Indústria: 144.319 vagas
- Construção: 87.878 vagas
- Agropecuária: 41.870 vagas
Além disso, todas as Unidades da Federação apresentaram criação líquida de empregos, segundo o Caged. O melhor desempenho foi observado em São Paulo, com a abertura de 311.228 vagas formais.
Na outra ponta, Roraima teve o menor saldo, com 2.568 novos postos de trabalho no ano.

