O custo da Ferrari de 2026 deve se manter na casa dos 15 milhões de dólares em materiais, mas envolverá um investimento inicial muito maior devido à mudança radical no regulamento. Lewis Hamilton conduzirá um protótipo completamente novo, focado em uma divisão de potência igualitária entre motor elétrico e combustão.
O novo regulamento altera o preço do carro?
As regras de 2026 exigem que as equipes construam um carro do zero, o que não altera drasticamente o custo unitário das peças, mas eleva os gastos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). A Ferrari precisará investir pesado na reformulação do chassi, que será menor e mais leve que os modelos atuais.
Estima-se que a fabricação física do monoposto continue custando cerca de US$ 15 milhões. No entanto, a complexidade dos novos sistemas de aerodinâmica ativa pode encarecer partes específicas da carroceria e das asas móveis.

Quanto custará a nova unidade de potência?
O motor será o coração da mudança financeira e tecnológica em 2026. Embora a FIA tenha removido o complexo sistema MGU-H para reduzir custos, a bateria e o sistema elétrico triplicarão de potência, exigindo materiais mais caros e seguros.
A unidade de potência da Ferrari deve custar aproximadamente US$ 10 milhões para ser produzida. O foco estará na eficiência energética e no uso de combustíveis 100% sustentáveis, que possuem um custo de desenvolvimento elevado nesta fase inicial.
Quais componentes sofrem maior alteração de valor?
Com a redução da largura do carro e a introdução de novas tecnologias de segurança, certos itens terão seus custos reajustados. A lista abaixo destaca onde a Ferrari concentrará seus recursos financeiros para entregar um carro competitivo a Hamilton.
- Bateria de Alta Capacidade: Custo elevado para suportar a demanda de 350kW.
- Aerodinâmica Ativa: Mecanismos hidráulicos nas asas dianteiras e traseiras.
- Célula de Sobrevivência: Redesenhada para compensar o chassi menor.
- Pneus de 18 polegadas: Ligeiramente mais estreitos, exigindo novos compostos.
Existem diferenças de custo entre 2025 e 2026?
A transição entre as temporadas representa dois conceitos financeiros distintos. A tabela a seguir compara as prioridades de investimento da Ferrari para o carro atual e o modelo que Hamilton usará na nova era.
| Critério | Temporada 2025 | Temporada 2026 |
| Foco do Custo | Refinamento aerodinâmico | Nova arquitetura de motor |
| Propulsão | Híbrido Turbo (MGU-H + MGU-K) | Híbrido 50/50 (Sem MGU-H) |
| Combustível | 10% Sustentável | 100% Sustentável |
| Aerodinâmica | DRS (Asa Traseira) | Ativa (Dianteira e Traseira) |

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O teto de gastos limita o investimento da Ferrari?
Mesmo com as inovações, a Ferrari deve respeitar o teto orçamentário da Fórmula 1, estipulado em cerca de US$ 135 milhões anuais (ajustado pela inflação). Isso obriga a equipe a ser extremamente eficiente na alocação de recursos para o carro de 2026.
O salário de Lewis Hamilton, no entanto, não entra nessa conta, pois os pagamentos aos pilotos são exceções à regra do teto. Isso permite que a escuderia invista o máximo permitido na máquina sem comprometer a remuneração de sua maior estrela.


