A Honda CB750 Hornet chegou para causar polêmica e enterrar o passado de quatro cilindros, entregando um conjunto focado em torque brutal e leveza extrema. Se você busca o ronco antigo, talvez se decepcione, mas se quer uma moto naked moderna que responde instantaneamente ao acelerador, ela se destaca como uma das máquinas mais divertidas de 2026.
O motor bicilíndrico matou a alma da Hornet?
Essa discussão domina as conversas entre motociclistas, pois a antiga Hornet gritava alto em rotações elevadas, mas entregava pouco torque em baixa. A nova geração, contudo, aposta no motor de 755 cc e 2 cilindros, invertendo essa lógica para oferecer força imediata nas saídas e retomadas, o que torna a pilotagem urbana muito mais prazerosa.
Além disso, o virabrequim a 270º garante uma pulsação similar aos motores em V, produzindo um som encorpado e uma entrega de potência linear. Tecnicamente, esse motor supera o antigo no trânsito diário e em estradas sinuosas, oferecendo eficiência real onde a maioria dos pilotos precisa.

Ela anda na frente da Yamaha MT-07?
A disputa esquenta aqui, mas a Hornet leva vantagem técnica clara na ficha, entregando 92 cavalos contra os 74 cv da rival da Yamaha. Consequentemente, a Honda sobra em retas e atinge maior velocidade final, mantendo uma relação peso/potência impressionante, já que pesa apenas 190 kg em ordem de marcha.
Abaixo, comparamos os números que definem essa briga no mercado atual:
| Modelo | Potência | Torque | Peso (Em ordem de marcha) |
| Honda CB750 Hornet | 92 cv | 7,6 kgfm | 190 kg |
| Yamaha MT-07 | 74,8 cv | 6,9 kgfm | 183 kg |
| Kawasaki Z650 | 68 cv | 6,7 kgfm | 188 kg |
O consumo de combustível compensa o desempenho?
Mesmo beirando os 100 cavalos, a CB750 Hornet surpreende pela economia quando o piloto dosa a mão direita e aproveita o torque em baixa. O sistema de injeção eletrônica moderno permite alcançar médias próximas a 22 km/l na estrada, garantindo uma autonomia decente para viagens curtas com o tanque de 15,2 litros.
Entretanto, ativar o modo Sport e exigir tudo do motor faz esse número cair drasticamente para a casa dos 15 km/l. Portanto, o gasto final de combustível depende diretamente da sua agressividade na pilotagem e da configuração eletrônica escolhida.
Quanta tecnologia a Honda colocou no pacote?
A Honda justifica o preço cobrado inserindo um pacote eletrônico que as gerações passadas jamais sonharam ter, focando totalmente na segurança ativa. O painel TFT colorido conecta-se ao celular e gerencia todos os assistentes de pilotagem, mantendo você no controle mesmo em situações de baixa aderência.
Observe os recursos que colocam ela um passo à frente das concorrentes diretas:
- 4 Modos de Pilotagem: Rain, Standard, Sport e User (totalmente personalizável).
- Controle de Tração (HSTC): Evita que a roda traseira destracione em pisos escorregadios.
- Wheelie Control: Impede que a frente levante excessivamente durante acelerações brutas.

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A manutenção vai pesar no bolso do dono?
Compartilhar a arquitetura de motor com a Transalp facilita a reposição de peças, e a ausência de quatro cilindros simplifica a mão de obra nas revisões. Por outro lado, fique atento ao desgaste de pneus e pastilhas de freio, pois o torque alto convida a acelerar forte e exige muito do sistema de frenagem.
O seguro também exige pesquisa prévia, já que o nome “Hornet” carrega um histórico de visibilidade que costuma encarecer a apólice em algumas regiões. Avalie bem esse custo fixo antes de fechar o negócio para não comprometer seu orçamento mensal.






