Os investimentos no mercado imobiliário brasileiro dispararam no último trimestre de 2025, segundo estudo da consultoria Cushman & Wakefield (NYSE: CWK). No período, foram registradas 64 transações, que movimentaram quase R$ 14 bilhões.
O preço médio dos ativos negociados foi de R$ 6.293 por metro quadrado (m²), com a área total transicionada chegando a 2,1 milhões de m². Já a taxa média de capitalização (cap rate) — relação entre a renda anual do imóvel e seu valor de mercado — ficou em 8,6% ao ano.
Para Dennys Andrade, head de inteligência de mercado da Cushman & Wakefield, o trimestre evidenciou um mercado mais líquido, mas também mais criterioso. “Os investidores seguem ativos, porém extremamente seletivos, priorizando imóveis com renda contratada, baixo risco operacional e fundamentos sólidos”, explica.
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Para 2026, a consultoria projeta continuidade da atividade no mercado de investimentos imobiliários, embora com manutenção de critérios rigorosos de seleção.
Varejo lidera em volume financeiro
O segmento de varejo (retail) concentrou o maior volume financeiro do quarto trimestre, impulsionado principalmente por operações envolvendo shopping centers, que representaram parcela relevante dos negócios realizados no período. Foram 29 transações, que somaram R$ 6,5 bilhões.
Já o setor industrial e logístico registrou 24 transações, alcançando um volume financeiro de R$ 5,3 bilhões. Esse segmento liderou em área transacionada, com 1,45 milhão de metros quadrados.
O resultado reflete a demanda por ativos associados à logística, distribuição e armazenagem, considerados estratégicos para cadeias produtivas e de consumo.
Escritórios têm maior preço por metro quadrado
O mercado de escritórios contabilizou 11 transações no quarto trimestre, com volume financeiro chegando a R$ 2 bilhões. O preço médio atingiu R$ 14.326 por metro quadrado, o maior entre os segmentos analisados.
As operações se concentraram em edifícios de padrão elevado, localizados principalmente em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
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Fundos imobiliários mantêm protagonismo
O levantamento indica que os fundos de investimento imobiliário (FIIs) seguiram como protagonistas nas principais operações do trimestre.
A maioria das transações envolveu ativos estabilizados, ou seja, imóveis já em operação e com geração de receita. Muitos contavam com contratos atípicos, que possuem prazos mais longos e menor flexibilidade de rescisão, ou com inquilinos considerados de baixo risco de crédito.
Esse perfil reflete a busca por previsibilidade de fluxo de caixa em um ambiente macroeconômico ainda desafiador.






