O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou terça-feira (3) em alta de 1,58%, aos 185.674,43 pontos, renovando seu recorde de fechamento e estendendo a recuperação iniciada na sessão anterior.
Durante o dia, o índice rompeu, pela primeira vez na história, à marca de 187 mil pontos — renovando seu recorde intradiário.
A valorização foi impulsionada por um movimento de rotação global de portfólios, com redução de exposição a ativos norte-americanos e maior alocação em mercados emergentes. Esse movimento tem favorecido ativos brasileiros, segundo operadores.
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Em entrevista à Broadcast, o diretor de macroeconomia para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, afirmou que o movimento nos mercados não caracteriza um “sell America”, termo usado quando investidores vendem ativos dos Estados Unidos de forma generalizada.
Segundo ele, a pauta da diversificação voltou a ganhar espaço, após um período de forte concentração dos portfólios na maior economia do mundo. Ramos destacou que os investidores estavam “sobre-expostos” aos ativos americanos.
Vale e Petrobras sustentam alta do Ibovespa
A Vale avançou 4,92% e foi um dos principais destaques positivos da sessão. Petrobras também subiu, com alta de 1,24% nas ações ordinárias e de 0,91% nas preferenciais. No setor bancário, os ganhos foram mais moderados. Banco do Brasil (ON) encerrou com alta de 1,54%.
Perto do fechamento, as ações do Santander Brasil (units) passaram a cair após a divulgação de que a subsidiária brasileira do banco registrou lucro de 579 milhões de euros no quarto trimestre de 2025, abaixo das expectativas. O papel fechou em queda de 2,39%.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Vamos (+7,37%), RD Saúde (+5,99%) e Cyrela (+5,64%). Já entre as quedas, ficaram Cogna (-3,56%), Yduqs (-3,38%) e Totvs (-3,26%).
Apesar do forte desempenho do índice, analistas apontam que os resultados financeiros do quarto trimestre de 2025 tendem a mostrar um desempenho mais contido das empresas brasileiras.
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Ata do Copom derruba juros futuros
No mercado de juros, a curva do DI (Depósito Interfinanceiro) cedeu ao longo do dia. O movimento ocorreu após a divulgação da ata do Copom, que confirmou o comunicado da última reunião e sinalizou um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic na próxima decisão, prevista para março.
Fluxo estrangeiro continua como principal vetor do mercado
Segundo dados da B3, janeiro terminou com o segundo melhor fluxo estrangeiro da série histórica. O aporte líquido somou R$ 26,313 bilhões, ficando atrás apenas de janeiro de 2022, quando houve ingresso de R$ 32,490 bilhões.
O volume também superou todo o saldo positivo registrado ao longo de 2025. O ingresso de capital externo tem sido um dos principais fatores por trás da renovação de recordes do Ibovespa.





