O Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido gerencial de R$ 12,317 bilhões. O resultado representa crescimento de 13,2% na comparação anual e avanço de 3,7% frente ao terceiro trimestre.
No acumulado do ano, o lucro líquido recorrente gerencial alcançou R$ 46,83 bilhões, alta de 13,1% na comparação anual, segundo balanço divulgado pelo banco nesta quarta-feira (4).
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) total foi de 24,4% no quarto trimestre, ante 23,3% no trimestre anterior. Considerando apenas as operações no Brasil, o ROE atingiu 26%.
- Decidir melhor importa mais do que escolher ativos. Entenda como fazer isso na Masterclass gratuita Virada Financeira 2026.
A margem financeira gerencial somou R$ 31,5 bilhões, com crescimento de 7,3% em um ano. A margem financeira com clientes avançou 8,6%, para R$ 30,9 bilhões, enquanto a margem com o mercado recuou 34%, para R$ 597 milhões.
Nesta manhã, após o resultado sólido do balanço, os papéis ITUB3 e ITUB4 operam em forte alta no Ibovespa, próximo aos 2%, negociados a R$ 42,37 e 45,38, respectivamente.
Carteira de crédito do Itaú segue em expansão
A carteira de crédito total encerrou o trimestre em R$ 1,49 trilhão, crescimento de 7,3% em 12 meses desconsiderando o efeito cambial. No Brasil, o saldo chegou a R$ 1,233 trilhão, alta de 6,6%.
No segmento de pessoas físicas, a carteira avançou 6,6% em um ano, para R$ 474,3 bilhões. O crédito imobiliário cresceu 12,8%, para R$ 141,7 bilhões, enquanto cartões de crédito avançaram 8%.
Entre pessoas jurídicas, as operações com micro, pequenas e médias empresas somaram R$ 303,1 bilhões, alta de 8,7% em 12 meses. Já a carteira de grandes empresas atingiu R$ 455,9 bilhões, crescimento anual de 5,2%.
- Fale agora com a Clara, nossa atendente virtual, e tire suas dúvidas sobre investimentos e imóveis: Iniciar conversa
Inadimplência permanece sob controle
O índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9% no quarto trimestre. Entre pessoas físicas no Brasil, o indicador ficou em 3,6%. Para grandes empresas, a taxa foi de 0,08%.
O custo do crédito foi de R$ 9,4 bilhões no trimestre, aumento de 8,7% em relação a um ano antes. As provisões para perdas esperadas totalizaram R$ 10 bilhões.
O CEO do Itaú, Milton Maluhy, afirmou que o banco entra em 2026 com foco em crescimento responsável e manutenção da disciplina de risco. Segundo ele, a expectativa é de normalização gradual da inadimplência, principalmente no segmento de pequenas e médias empresas, após o fim das carências de programas governamentais.
Para 2026, o Itaú projeta crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%. No Brasil, a estimativa é de avanço entre 6,5% e 10,5%.
A margem financeira com clientes deve crescer entre 5% e 9%, enquanto a margem com mercado é estimada entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. O banco também prevê crescimento das receitas de serviços e seguros entre 5% e 9%.
- Para quem quer parar de improvisar nas decisões financeiras, assistir a Masterclass Virada Financeira é o próximo passo.
Caso Master
Em coletiva após a divulgação dos resultados, o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, defendeu a adoção de “mecanismos inteligentes” para recapitalizar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e evitar novos episódios como a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Segundo Maluhy, o caso representou um evento estimado em R$ 55 bilhões para o FGC. Ele afirmou que, embora o fundo esteja capitalizado, é importante reforçar sua função original de proteção ao sistema financeiro.
O executivo também reiterou que o Itaú nunca distribuiu CDBs do Banco Master, afirmando que a decisão foi tomada “por convicção”.
Visão do mercado sobre o balanço do Itaú
Em relatório, os analistas do Citi avaliaram que o balanço do quarto trimestre mostrou entrega consistente, com destaque para a diversificação de receitas e o controle de custos. O banco manteve recomendação de compra para as ações do Itaú, com preço-alvo de R$ 45,63.
Segundo o Citi, o crescimento da carteira de crédito, aliado à disciplina nas despesas, compensou pressões pontuais na qualidade dos ativos. A instituição também destacou a redução dos atrasos entre 15 e 90 dias e a queda nas renegociações.
Para 2026, o Citi estima lucro de R$ 50,6 bilhões, em linha com o consenso de mercado. O banco americano avalia que o guidance indica fundamentos sólidos, embora com postura cautelosa em relação ao apetite por risco.






