O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) avançou 1,54% em janeiro deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10). O desempenho representa a maior variação mensal desde junho de 2022, quando o indicador havia avançado 1,65%.
Na comparação mensal, o resultado ficou 1,03 ponto percentual acima do registrado em dezembro de 2025, quando o índice subiu 0,51%. Já no acumulado de 12 meses, o índice atingiu alta de 6,71%, acima dos 5,63% observados no período imediatamente anterior.
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Reoneração da folha impulsiona custos
De acordo com Augusto Oliveira, gerente da pesquisa do IBGE, o resultado foi influenciado pela reoneração da folha de pagamento das empresas do setor de construção civil.
“Esse reajuste está de acordo com a legislação, que fixa uma alíquota de 10% sobre a folha de pagamento em 2026”, explica o pesquisador. O aumento elevou principalmente os custos relacionados à mão de obra.
Custo da construção supera R$ 1,9 mil por metro quadrado
O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.891,63 em dezembro para R$ 1.920,74 em janeiro, sendo que:
- R$ 1.081,31 correspondem aos materiais
- R$ 839,43 à mão de obra
A parcela dos materiais registrou alta de 0,27%, mantendo o mesmo ritmo observado no mês anterior. Já a mão de obra apresentou avanço de 3,22%, acelerando frente à alta de 0,83% registrada em dezembro.
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“Além da reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil, a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026. Em especial para serventes de obra, categoria profissional que teve alta decorrente da adequação a este reajuste em 11 das 27 unidades da federação”, diz o gerente da pesquisa.
No acumulado em 12 meses, os custos com materiais subiram 4,29%, enquanto a mão de obra avançou 10,03%.
Nordeste lidera alta regional
Entre as regiões, o Nordeste apresentou a maior variação em janeiro, com alta de 1,85%. Em seguida aparecem:
- Centro-Oeste: 1,67%
- Sudeste: 1,39%
- Sul: 1,35%
- Norte: 1,33%
Entre os estados, o Piauí registrou a maior alta mensal, com avanço de 4,12%. O resultado foi influenciado por reajustes em acordos coletivos e aumento no custo dos materiais de construção.











