Os preços da indústria cresceram 0,12% em dezembro frente a novembro (-0,35%), mas encerraram 2025 com queda acumulada de 4,53%. Em dezembro de 2024, o indicador marcava alta de 9,28%.
Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede os preços “na porta de fábrica”, sem considerar impostos e fretes, acompanhando a variação de custos nas indústrias extrativas e de transformação.
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Na comparação mensal, as Grandes Categorias Econômicas apresentaram os seguintes resultados:
- Bens de capital: 0,53%
- Bens intermediários: 0,34%
- Bens de consumo: -0,25%
Dentro de bens de consumo, os duráveis recuaram 0,01%, enquanto os semiduráveis e não duráveis caíram 0,30%.
O comportamento dos preços ao produtor ao longo de 2025 foi marcado pela influência das commodities e do câmbio, além do ajuste nos preços de alimentos e energia, que alteraram o sinal do indicador em relação ao ano anterior.
Extrativas e metalurgia sustentam alta da indústria no mês
Na passagem de novembro para dezembro, metade das 24 atividades pesquisadas registrou alta e a outra metade, queda.
As maiores variações positivas foram observadas em indústrias extrativas (3,13%), metalurgia (2,24%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,87%) e outros equipamentos de transporte (1,74%).
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Segundo Murilo Alvim, gerente do IPP, parte do resultado mensal foi influenciada pela alta de 2,1% do dólar frente ao real. O movimento impactou especialmente a metalurgia, com aumento nos preços de metais não ferrosos, como ouro e cobre, que acompanharam a valorização dessas commodities no mercado internacional.
Na composição do índice geral, no entanto, o setor de alimentos exerceu a principal influência negativa, retirando 0,19 ponto percentual da variação de 0,12% da indústria geral. Metalurgia (0,15 p.p.) e indústrias extrativas (0,13 p.p.) contribuíram positivamente, enquanto outros produtos químicos (-0,09 p.p.) também pressionaram para baixo.
Alimentos lideram queda no acumulado do ano
No acumulado de 2025, o IPP registrou deflação de 4,53%. O principal impacto veio do setor de alimentos, que respondeu por -2,70 pontos percentuais do resultado geral.
De acordo com o IBGE, a queda nos preços dos açúcares, acompanhando o recuo das cotações internacionais, foi determinante para o desempenho do setor.
Indústrias extrativas (-14,39% no ano) também contribuíram para o resultado, influenciadas pelos menores preços do petróleo bruto e do minério de ferro. O movimento refletiu aumento da oferta global e estoques elevados, enquanto a demanda permaneceu moderada.
O refino de petróleo e biocombustíveis também exerceu influência negativa (-0,56 p.p.), acompanhando a redução nos preços de derivados como diesel e gasolina.











