O dólar fechou esta sexta-feira (13) em alta de 0,57%, a R$ 5,23, em meio a ajustes técnicos e realização de lucros antes do feriado de Carnaval. O movimento foi acompanhado por queda de quase 1% da Bolsa brasileira e menor apetite ao risco.
Em fala ao Broadcast, o economista Marcelo Fonseca, do Grupo CVPAR, afirmou que movimento recente não indica mudança de tendência no câmbio. Segundo ele, há continuidade da rotação global de carteiras, e esse fluxo tem favorecido países emergentes.
Na semana, a moeda americana acumulou valorização de 0,18% sobre o real, com alta nas duas últimas sessões. Em fevereiro, a divisa registra recuo de 0,34%, enquanto, no ano, apresenta baixa de 4,72%.
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Dólar opera estável no exterior
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,2% em janeiro, abaixo da mediana das projeções de 0,3%. Já o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,3%, conforme esperado.
Os dados vieram após o payroll (relatório oficial de emprego) indicar criação de vagas acima do esperado em janeiro.
Após a divulgação do CPI, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou próximo da estabilidade, pouco abaixo de 97.000 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Na semana, o DXY acumula queda de cerca de 0,80%.
Expectativas para o Fed
Ferramenta de monitoramento do CME Group aponta leve aumento da probabilidade de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em junho, para cerca de 68%. As apostas para o total de cortes ao longo de 2026 se dividem entre 50 e 75 pontos-base.
Para parte dos analistas, os dados recentes não indicam necessidade imediata de novos cortes. A avaliação é que a inflação segue acima da meta e o mercado de trabalho permanece equilibrado.











