Após três sessões seguidas de alta, o dólar voltou a cair, fechando esta quinta-feira (19) em queda de 0,26%, a R$ 5,23. Operadores atribuem o movimento à entrada de recursos estrangeiros para a Bolsa e para a renda fixa doméstica.
No mercado brasileiro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,18% de novembro para dezembro, com ajuste sazonal. O recuo foi menor do que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,4%.
Em fala ao Broadcast, Ricardo Chiumento, head da Tesouraria do BS2, afirmou que o resultado reforça a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve adotar cautela no início do ciclo de cortes da taxa Selic previsto para março.
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A expectativa de juros ainda elevados favorece o chamado carry trade — estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em economias com juros mais altos. Esse diferencial fortalece o real.
Em fevereiro, o dólar acumula baixa de 0,39%. No ano, a desvalorização chega a 4,77%.
Dólar sobe no exterior; petróleo avança
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu e chegou a tocar 98 pontos, acumulando alta próxima de 1% na semana. O avanço ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Durante o dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há conversas em andamento com o Irã, mas sinalizou a possibilidade de agravamento caso não haja acordo. Os preços do petróleo subiram mais de 2% no dia.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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