Enquanto o Ministério do Turismo projeta um novo recorde de foliões e faturamento no Carnaval de 2026, o varejo brasileiro caiu 8% na comparação anual, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado pela Cielo nesta quinta-feira (19).
O resultado foi influenciado pelo efeito calendário. Neste ano, o Carnaval ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro, enquanto em 2025 parte das vendas foi registrada no início de março, período tradicionalmente mais forte por concentrar pagamentos de salários.
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A retração nacional no varejo foi mais intensa do que a observada nas principais capitais do Carnaval:
- Belo Horizonte: queda de 1%
- Rio de Janeiro: recuou 1,9%
- Salvador: caiu 3,1%
- Recife: queda de 5,8%:
- São Paulo: recuou 5,9%.
Por outro lado, segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o setor bateu novos recordes, segundo as primeiras estimativas do Ministério, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP.
No Rio de Janeiro, Turismo & Transporte cresceu 9,3%, enquanto em Salvador, o setor avançou 1,1%. Em Recife, apesar da queda geral, Turismo & Transporte foi o segmento mais resiliente (-1,9%).
Supermercados pressionam resultado
Entre os macrossetores, Bens Não Duráveis recuaram 10,2%, puxados principalmente por Supermercados, que tiveram queda de 17,2% no País.
Bens Duráveis e Semiduráveis caíram 5,7%, enquanto Serviços recuaram 2,5%.
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A diferença de datas comparadas — início de mês no ano passado contra semana intermediária em 2026 — reduziu o volume de compras concentradas no começo do mês, impactando o desempenho do varejo.
Já no setor de alimentação fora do lar, Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), afirma que “o forte crescimento do movimento de turistas pelo país, tanto de estrangeiros quanto de brasileiros, está movimentando de maneira inédita e muito positiva o faturamento dos bares e restaurantes no país”.
Turismo e hotéis crescem no feriado
Apesar da retração geral, o setor de Turismo & Transporte avançou 3,3%, sendo o principal vetor positivo do período.
Hotéis cresceram 4,3% e Cinemas avançaram 1,3%. Transporte urbano teve alta de 0,2%. Já Bares (-1,1%), Restaurantes (-5,4%) e Lanchonetes (-9,4%) registraram queda.
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Segundo Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo, o resultado indica uma distribuição mais diversificada do consumo no feriado, com maior peso de experiências e deslocamentos.
Para Alexandre Sampaio, diretor de Turismo da CNC e presidente da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), “o Carnaval de 2026 foi um sucesso em todo o Brasil, com hotéis em todos os destinos turísticos lotados, inclusive em destinos de serra, e não somente de praia; restaurantes com alta demanda”.
“Nesses destinos, registramos ocupações plenas e demanda elevada. Um sucesso que demonstra a intensa movimentação de brasileiros e consolida o país como um destino maduro”, avalia Sampaio.
Ministério do Turismo projeta R$ 18,6 bilhões em movimentação no Carnaval
O Ministério do Turismo estima que o Carnaval de 2026 deve movimentar mais de R$ 18,6 bilhões na economia brasileira, alta de 10% sobre o ano anterior, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e da FecomercioSP.
A pasta calcula que mais de 65 milhões de pessoas participaram das festas em todo o País.
Entre os principais destinos, o Rio de Janeiro registrou ocupação hoteleira próxima de 98%. São Paulo reuniu 16,5 milhões de foliões. Recife/Olinda e Salvador também concentraram grande fluxo de visitantes.

