O mercado imobiliário brasileiro cresceu 10,6%, totalizando 453 mil unidades residenciais lançadas em 2025, um novo recorde. Os dados foram divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) nesta segunda-feira (23).
As vendas totalizaram 426,2 mil unidades, alta de 5,4% na comparação anual. O montante chegou a R$ 292,3 bilhões, crescimento de 10,3%.
No recorde regional, o Sudeste concentrou a maior parte das vendas no ano, com 220 mil unidades. Em seguida aparecem Sul (89,7 mil), Nordeste (80,1 mil), Centro-Oeste (23,5 mil) e Norte (12,7 mil).
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Em 2025, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) ampliou sua participação no mercado. Os lançamentos chegaram a 224,8 mil unidades (+13,5%) e as vendas atingiram 196,8 mil unidades (+15,9%).
Resultados do quarto trimestre
No último trimestre de 2025, os lançamentos somaram 133,8 mil unidades, avanço de 6,4% na comparação anual. O programa também lançou 69,1 mil unidades — equivalente a 52% do total. Em valores, os lançamentos totalizaram R$ 83 bilhões, queda de 3,5% frente ao mesmo período de 2024.
As vendas totalizaram 109,4 mil unidades, avanço de 1,9%. As vendas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) somaram 53,1 mil unidades no período, representando 49% do total vendido no trimestre, com alta de 12,7%.
A oferta final de imóveis residenciais terminou o trimestre em 347 mil unidades, alta de 8% na comparação anual e de 7,2% frente ao terceiro trimestre. O estoque atual equivale a cerca de oito meses de vendas, considerando a média dos últimos 12 meses e desconsiderando novos lançamentos, segundo a CBIC.
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Expectativa para 2026
Para 2026, a CBIC projeta que o mercado imobiliário brasileiro poderá repetir ou superar o desempenho de 2025. A expectativa do setor é de redução da taxa básica de juros (Selic) ao longo do ano, fator que diminuirá o custo do financiamento imobiliário.
Segundo a entidade, há projeções de que a taxa Selic encerre o ano em torno de 12,5%, com possibilidade de atingir 12%, caso o ciclo de cortes avance.











